
(Foto/Reprodução)
A corretora de criptomoedas Paxful anunciou o fim de sua batalha judicial contra o governo dos Estados Unidos na quinta-feira (19). A plataforma P2P (ponto a ponto) chegou a um acordo formal com o Departamento de Justiça (DOJ) e com a Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN).
O Tribunal do Distrito Leste da Califórnia condenou a empresa ao pagamento de uma multa criminal de US$ 4 milhões. A sentença judicial também impõe um período de liberdade condicional de dois anos para a instituição.
Além da punição criminal, a corretora assumiu um compromisso financeiro com os reguladores do mercado. A Paxful aceitou pagar uma multa civil extra de US$ 3,5 milhões para a FinCEN para liquidar as investigações.
As acusações do governo americano envolvem crimes cometidos pela antiga gestão da empresa antes do ano de 2023.
Os fundadores originais ignoraram regras básicas de prevenção à lavagem de dinheiro e facilitaram transações financeiras ilegais.
A denúncia aponta que os antigos chefes da plataforma orientaram os funcionários a ajudar usuários na burla de restrições legais.
A nova liderança da corretora repudiou as ações do passado e cooperou com as autoridades durante toda a investigação para limpar o nome da marca.
A resolução do caso na Justiça marca o capítulo final da história da empresa no mercado financeiro. A Paxful iniciou o encerramento de suas operações em outubro de 2025 e não realiza mais negócios em nenhum país.
Assim, investidores que acessam a plataforma em fevereiro de 2026 só conseguem sacar seus bitcoins, o que a corretora diz “saque o mais rápido possível”.
A plataforma surgiu em 2015 e chegou a conectar mais de 14 milhões de usuários ao redor do mundo em seu auge. A administração atual foca seus esforços apenas na devolução segura de todos os fundos ainda travados nas contas dos antigos clientes.
No Brasil, por exemplo, a página no Reclame Aqui da Paxful reúne várias reclamações e coloca a plataforma como não recomendada pelos investidores.
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