Criptomoeda do Atlético Mineiro foi pausada

Clube alega que não houve adoção dos torcedores ao projeto GaloCoin!

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Atlético Mineiro - Reprodução

Após dois anos do anúncio de sua criptomoeda, o Clube Atlético Mineiro afirma que o projeto foi pausado. Chamada de GaloCoin, a criptomoeda ainda continuará a existir, e vinculada ao clube, mas não mais disponível para uso.

A GaloCoin é uma altcoin (criptomoeda alternativa), que surgiu para ser vendida aos torcedores do clube mineiro. Seu nome remete ao apelido do clube, “Galo”, sendo R$ 1 o valor de mercado de cada unidade de GaloCoin.

Para viabilizar o projeto, o Atlético Mineiro fez uma parceria, em 2018, com uma startup chamada FootCoin. Para os atleticanos que comprassem a GaloCoin, ofertas promocionais eram oferecidas, como descontos em itens do clube, entre outros.

Projeto não emplacou com torcedores e criptomoeda do Atlético Mineiro será pausada

As criptomoedas são uma inovação nos meios de pagamentos, iniciadas em 2009, principalmente com o Bitcoin, a principal de todas. Com a tecnologia sendo inaugurada há onze anos, vários projetos de criptomoedas surgiram após o BTC.

Uma delas, e a segunda em valor de mercado hoje, é a Ethereum, que permite a criação de tokens. Um dos tokens criados, em 2018, foi o GLC, que representava a GaloCoin, criptomoeda do Clube Atlético Mineiro.

Dessa forma, os torcedores do Atlético poderiam comprar uma criptomoeda de seu clube de futebol e ainda ter descontos em itens. Entre os benefícios da GaloCoin estariam descontos em corridas de Uber, doação ao clube, entre outros.

Menos de dois anos do promissor anúncio, o Clube Atlético Mineiro informou, contudo, que o projeto será pausado. Isso porque os torcedores não aderiram ao projeto como inicialmente esperado, e a dificuldade em entender a linguagem técnica do projeto pode ter causado as dificuldades.

A informação foi compartilhada pelo CCO do Clube Atlético Mineiro, Pedro Henrique Melo, em entrevista ao canal da Pluri.  De acordo com Pedro, o produto foi diferente no Brasil, mas teve adesão dos torcedores.

“Não teve tanta adesão. Foi um produto diferente nesse formato, até no Brasil. Ele não era uma moeda que flutuava como uma bolsa para você utilizá-la para comprar experiência e produtos. Era outro formato, era fixo. Por enquanto, está com a gente, mas é um projeto que está em stand by”

Projeto poderá voltar um dia, com modalidade se tornando popular pelo mundo, “Barcelona é case de sucesso”

Para Pedro, o brasileiro ainda não está acostumado com inovações e um projeto inovador pode demorar mais tempo para emplacar. O CCO do Clube Atlético Mineiro citou o sucesso do Barcelona, clube que recentemente lançou sua própria criptomoeda e os torcedores compraram em horas todo o estoque.

“É muito da cultura do brasileiro, não está igual na Europa, eu vi que o Barcelona está com um número muito grande com relação a isso. Acredito que é cultural. Ainda não chegou para o torcedor brasileiro. Mas está aqui com a gente, guardado. No momento certo, vamos retomar. Foi um momento de divulgação para a gente sentir um pouco o torcedor e o retorno. Mas está distante da Europa e Estado Unidos já entendem de questão de token dentro do esporte”

Pedro deixou no ar a possibilidade do projeto voltar a funcionar no futuro, apesar da pausa atual. Por fim, destacou que nos EUA e Europa, o mercado de criptomoedas para clubes de futebol está mais avançado que no Brasil.

De fato, após o anúncio de clubes como Atlético, Corinthians, entre outros, as criptomoedas se tornaram mais populares entre clubes brasileiros. Entretanto, os projetos ainda não são alvos de buscas pelos torcedores como visto pelo Barcelona, Juventus, Atlético de Madri, entre outros grandes europeus que já lançaram suas criptomoedas.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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