Criptomoedas são uma bolha, prepare-se para o crash, diz guru da Internet Tim O’Reilly

Tim O'Reilly. Fonte: Reprodução
Tim O'Reilly. Fonte: Reprodução

Durante conversa com a CBS News, Tim O’Reilly, criador do termo web 2.0, mostrou-se preocupado com a migração para a web 3, afirmando que as criptomoedas são uma bolha.

Explicando melhor, O’Reilly aponta que a web 2.0 só aconteceu após o crash da Bolha das PontoCom, entre 1995 e 2001, e isso acontecerá novamente agora antes da migração para a web 3.

“Quando as pessoas me perguntam sobre a Web3, digo a mesma coisa: não saberemos o que é a Web3 até que a bolha atual estoure — porque estamos no meio de uma bolha, assim como a Bolha das PontoCom, onde há todos os tipos de startups malucas recebendo avaliações (de valor) ultrajantes, com pouco para mostrar.”

Em outras palavras, chegaremos lá, porém não sabemos o que nos espera. Indo além, podemos citar o metaverso que, assim como a web 3, não possui uma definição exata.

Portanto, a afirmação de O’Reilly faz total sentido, muitas criptomoedas, startups e casos de uso vão ficar no passado, assim como o dinheiro dos investidores.

Dinheiro está tapando a visão

Durante o corte de uma conversa sobre criptomoedas e NFTs, Tim O’Reilly aponta que tanto dinheiro em jogo está atrapalhando a avaliação das pessoas. Afinal, estamos falando de cerca de 10 trilhões de reais da capitalização de todas criptomoedas do mercado.

“Muitas pessoas dizem: ‘há muito dinheiro entrando aqui, então deve ter valor e ter sucesso’; mas tenho uma opinião contrária, quando há muito dinheiro entrando, é difícil saber se [tal tecnologia] tem valor ou não.”

Tal fato já pode ser observado em jogos NFT, onde quem está do lado de fora consegue ver que a maioria deles não tem futuro. Entretanto, quem colocou dinheiro ali irá defender tais projetos a todo custo, como apontado por O’Reilly na continuação de sua fala.

“É muito difícil convencer alguém de uma coisa quando os ganhos financeiros dependem da crença nesta coisa.”

Descentralização sempre acaba, afirma criador da web 2.0

Voltando a sua conversa com a CBS News, O’Reilly, entusiasta de movimentos relacionados a código livre, fez questão de lembrar do passado quando o assunto é descentralização.

“A história nos ensina que sempre haverá novos caminhos para que o poder se torne centralizado”

Como exemplo, citou que a IBM permitia que as pessoas construíssem seus computadores, como fez Michael Dell em seu quarto, entretanto a Microsoft encontrou uma maneira de centralizar isso novamente.

Indo além, O’Reilly aponta que o mesmo aconteceu com a internet, hoje dominada por empresas como Google e Amazon. Já em relação a web 3, podemos citar as críticas de Jack Dorsey e Elon Musk, afinal ambos acreditam que empresas de fundo de capital já estão tentando dominá-la.

Bitcoin é centralizado e um tipo de esquema de piramide

Finalizando seu pensamento sobre descentralização, Tim O’Reilly citou que o Bitcoin tornou-se centralizado mais rápido do que qualquer tecnologia citada acima.

“Blockchain acabou sendo a re-centralização mais rápida de uma tecnologia descentralizada que eu já observei na minha vida. Demorou uma década para re-centralizar no caso do PC. Demorou uma década no caso da web. Mas levou apenas alguns anos com o bitcoin para que a maior parte do valor fosse detida por um grupo muito pequeno de pessoas.”, afirmou Tim O’Reilly

Continuando, O’Reilly novamente mostra-se incomodado com o fator monetário que compõe uma camada importante da tecnologia blockchain, considerando as criptomoedas, como o Bitcoin, uma espécie de pirâmide financeira.

“É como um esquema de pirâmide. Então acredito que se você é um verdadeiro crente na tecnologia, procure entender as maneiras pelas quais sua crença será desvirtuada.”

Por fim, o que podemos retirar da visão deste guru da internet é que uma evolução acontecerá, porém, muito ficará para trás por tratar-se de projetos desnecessários. Entretanto, é difícil imaginar um futuro sem o Bitcoin.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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