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CVM dos EUA oficializa ações tokenizadas e abre portas para nova era do mercado financeiro

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O mercado de capitais dos Estados Unidos deu um salto rumo à modernização na quarta-feira (28) após um comunicado conjunto de três divisões da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM dos EUA), que publicaram um guia definitivo que valida a taxonomia para títulos tokenizados.

O documento é visto como um “sinal verde” para a inovação, pois estabelece regras claras para que empresas utilizem a tecnologia blockchain não apenas como um experimento, mas como a infraestrutura oficial para manter seus registros de acionistas e propriedade.

Um dos pontos mais promissores do comunicado é o reconhecimento da modalidade “Issuer-Sponsored” (Patrocinada pelo Emissor). Assim, a CVM dos EUA esclareceu que empresas podem integrar a tecnologia de registro distribuído (DLT) diretamente em seus sistemas.

Na prática, isso significa que a blockchain passa a ser o “arquivo mestre” (master securityholder file) da companhia. Desta forma, a transferência de um token na rede não é apenas uma representação simbólica, mas a transferência legal e definitiva da propriedade da ação.

O regulador enfatizou que, se a tecnologia for usada dessa forma, o ativo tokenizado possui exatamente o mesmo status legal de uma ação tradicional, eliminando dúvidas jurídicas que travavam a adoção institucional.

Clareza para Produtos Sintéticos e Custódia

O guia também traz avanços para o mercado secundário e para produtos criados por terceiros. Assim, ao dividir em duas categorias, facilita a criação de novos produtos financeiros.

  • Tokens de Custódia: Onde um terceiro guarda o ativo físico e emite um token representativo (similar aos ADRs ou BDRs, mas em blockchain).
  • Tokens Sintéticos: Ativos que oferecem exposição a preços de ações ou títulos sem conferir propriedade direta, como “swaps baseados em títulos”.

Ao definir essas categorias, a CVM dos EUA tira esses produtos da “zona cinzenta” e oferece um mapa para que corretoras e fintechs operem dentro da lei, expandindo o leque de ofertas para investidores qualificados e institucionais.

A base para a nova interpretação tem relação com a Lei de Stablecoins de 2025, que melhorou o cenário cripto na visão das autoridades.

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Vinicius Golveia

Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.

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Vinicius Golveia