Dupla fraudou auxílio emergencial com dados da deep web

Polícia apreendeu quase R$ 30 mil sacados em caixas eletrônicos.

Notas de real brasileiro
Notas de real brasileiro

Um caso envolvendo a deep web e Bitcoin chamou atenção na cidade de Brasília nos últimos dias. Isso porque, a polícia militar do Distrito Federal prendeu uma dupla que fraudou o auxílio emergencial em uma agência da Caixa Econômica Federal.

O programa do governo federal brasileiro de auxílio emergencial coloca a disposição dos cadastrados o valor de R$ 600 por mês. A justificativa é que a população teria assim uma renda miníma para atravessar o grave momento de pandemia do COVID-19.

Para realizar o pagamento, o governo deixa claro o perfil de pessoas que estaria elegível ao benefício. Contudo, uma fraude foi detectada nos últimos dias, e já foi repassada para a Polícia Federal o caso.

Comprando dados da deep web com Bitcoin, dupla fraudou auxílio emergencial no Brasil

A deep web, ou internet oculta, é uma rede acessada com navegadores específicos. Apesar de ser utilizada por órgãos governamentais que necessitam de sigilo e privacidade, é constantemente associada com crimes. Normalmente o navegador Tor é utilizado para acesso aos sites da deep web.

No Brasil, a Polícia Militar do Distrito Federal prendeu dois homens na última quarta-feira (12). Os homens estavam em uma agência da Caixa Econômica Federal no momento da prisão, com quase R$ 30 mil em espécie.

No momento da abordagem, a PM encontrou R$ 23 mil no bolso de um dos suspeitos e R$ 1,2 mil com o outro. Um carro que aguardava eles na rua próxima da agência tinha mais R$ 4 mil em um envelope.

Perguntados sobre a origem do dinheiro em posse, a dupla confessou um sofisticado crime. Ambos teriam utilizado Bitcoin para comprar dados de pessoas cadastradas no auxílio emergencial, utilizando a deep web. A dupla que fraudou o auxílio emergencial confessou o crime e foi encaminhada para a Polícia Federal, segundo o Jornal de Brasília.

Crime está comum no Brasil e já há relatos de quadrilhas especializadas

O chamado coronavoucher é um benefício que o governo esperava enviar para ajudar diretamente a população. Contudo, como passa pelo setor bancário antes de finalmente chegar na ponta, o risco de interceptação por hackers é alto.

Na última quarta, por exemplo, a Polícia Militar de São Paulo também prendeu oito pessoas em um sítio de luxo. Com vários veículos caros transitando no local, fato que chamou atenção, a polícia conduziu buscas no local e encontrou uma quadrilha especializada em fraudar o benefício do auxílio emergencial, segundo a Folha de São Paulo.

Nessa leva de fraudes contra o auxílio emergencial, a Caixa Econômica Federal se tornou um alvo de hackers e estelionatários. Isso porque, o banco é o oficial do governo nos repasses, mas a segurança dessa operação se mostra preocupante, com número crescente de relatos de fraudes.

De acordo com o portal R7, uma quadrilha em São Paulo oferece até dinheiro para que pessoas saquem o auxílio em suas contas. A prática criminosa poderia atrapalhar as investigações de casos semelhantes, pois, ao realizar os saques, o rastreio do dinheiro se torna mais complicado para as autoridades, prática conhecida como lavagem de dinheiro. Essa quadrilha está sendo investigada também pela Polícia Federal.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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