“El Salvador é um caso forte para adoção em massa do Bitcoin” diz Forbes

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Lupa em El Salvador
Lupa em El Salvador

Com a adoção do Bitcoin como moeda de curso legal por El Salvador, as discussões sobre a moeda digital estão sendo ampliadas e, em uma recente coluna da ForbesEnrique Dans deu destaque a esta questão, falando até mesmo sobre como o Bitcoin pode ser uma oportunidade e risco para os países da América Latina, como o Brasil.

Segundo Enrique Dans, a adoção do Bitcoin por El Salvador vai causar o que muitos apoiadores do Bitcoin acreditam, sendo o começo de um movimento de adoção em massa ainda maior, principalmente nos países da América Latina onde a inflação é uma preocupação.

“A decisão de El Salvador de adotar o Bitcoin como moeda legal é um grande suporte para a criptomoeda, e o interesse dos países vizinhos como Argentina, Brasil, Nicarágua, Panamá ou Paraguai já está começando a aparecer. Isso aponta para uma mudança dimensional que poderia levar a adoção em massa, mesmo com a relutância dos governos de economias mais poderosas.”

Enquanto Enrique foi bem generoso ao determinar esses países como “vizinhos” a sua opinião é concreta com o que muitos apoiadores do Bitcoin pensam sobre o uso da moeda com reserva de valor.

Com a Argentina passando por uma das piores inflações da sua história e outros países indo pelo mesmo caminho, com o Brasil perigosamente flertando com a inflação, a ideia do Bitcoin como uma moeda parece algo extremamente positivo, com a promessa de que esse é um ativo deflacionário.

E por mais que isso seja algo discutido mais entre os apoiadores da criptomoeda e não há nenhum plano governamental para qualquer tipo de uso do Bitcoin pela federação, para Enrique, caso isso aconteça, seria impossível parar a adoção.

“Se a natureza descentralizada das criptomoedas já tornam praticamente impossível que qualquer país previna a adoção do Bitcoin no futuro, a possibilidade de fazer isso quando a criptomoeda estiver em uso em massa praticamente desaparece.”

O colunista sênior da Forbes acredita que tem muito mais por trás da adoção do Bitcoin por um país do que simplesmente as muitas vantagens da moeda ou até mesmo o que o público pretende. Para ele, para muitos países da América Latina, a decisão de adotar o Bitcoin poderia aumentar sua popularidade como um pioneiro.

“Para muitos líderes da América Latina, a decisão de adotar o Bitcoin pode aumentar a popularidade do governo, enquanto ele ganha a reputação de ser um pioneiro, distraindo de outros problemas do governo.”

Isso é algo que vimos acontecer recentemente em El Salvador, com Bukele se tornando um dos grandes heróis do criptomercado, sendo considerado um grande pioneiro, principalmente após ter começado planos e usar energia vulcânica para minerar Bitcoins.

De acordo com o contribuidor da Forbes, a adoção de El Salvador traz muitos pontos positivos para um caso de adoção cada vez maior para o Bitcoin nos países mais pobres.

Não apenas isso, mas ao adotar o Bitcoin dessa forma, acaba até mesmo diminuindo os riscos do ativo digital, tornando a adoção da critpomoeda uma profecia autorrealizável.

“Em casos como o de El Salvador, o Bitcoin pode ser a solução. Mas no final das contas a combinação desses fatores vai, sem dúvidas, ser um forte caso para a adoção de Bitcoin, o que implica que os países realizarão uma profecia autorrealizável: Adotar um grande risco ao adotar uma criptomoeda volátil, mas que pela própria decisão de adotá-la, reduzirá esse risco com a esperança de que o processo de precificação vai acabar produzindo ganhos capitais significativos para o país e seus cidadãos.”

Ou seja, de acordo com o autor, adotar o Bitcoin é algo muito arriscado, mas quanto mais países o adotarem, menos arriscado ele se tornará, por causa de como o preço da moeda é determinado (basta ver a recuperação do ativo após as notícias de El Salvador.)

De certo modo, o mais arriscado vai ser ficar de fora desse movimento que estão sendo profetizado pelos apoiadores do Bitcoin.

Lembrando que esse artigo tem como base a opinião de um colunista da Forbes e não deve ser encarado como conselho de investimento.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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