Tokenização

Empresa ligada ao Banco Master tenta tokenizar carbono em terras indígenas, Incra vetou projeto

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O escândalo envolvendo o Banco Master chegou próximo do mercado de criptoativos, após recentes rumores de que parentes do fundador da instituição tentam tokenizar créditos de carbono utilizando terras indígenas, em Apuí (AM).

Com acusações de ter permitido, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) negou completamente qualquer relação com a empresa de Daniel Vorcaro e família, indicando que “vetou o projeto”.

De acordo com o Globo Rural, o pai e a irmã de Daniel, Henrique e Nathália Vorcaro, comandam uma empresa com sede em Brasília (DF), chamada Alliance Participacoes e Investimentos LTDA. A empresa tentou ao longo de 2025 conduzir o procedimento de tokenização, mas outro negado em 2024 pela própria autarquia Incra chamou atenção.

Isso porque, o primeiro teve o procedimento negado por fraude fundiária. O Banco Master, vale lembrar, encontra-se no meio de um escândalo no Brasil por indícios de fraude bilionária, gestão fraudulenta, operações suspeitas com o BRB, além de um rombo de R$ 40 bilhões estimados.

O Livecoins não conseguiu contato com as partes citadas pelo Globo Rural para comentários, mas o espaço segue em aberto para manifestações.

Leia nota do Incra na íntegra

Em relação às informações veiculadas pela imprensa de que o Incra teria apoiado projeto de geração de créditos no mercado de carbono em Apuí (AM), cabe esclarecer que análises técnicas e jurídicas realizadas pela autarquia apontaram para a ilegalidade de uma operação celebrada entre o empresário José Antônio Ramos Bittencourt e Marco Antônio de Melo referente à área conhecida como “Fazendo Amazônia”, visto que se trata de terra pública e de propriedade da União, destinada à constituição de Projeto de Assentamento.

Em 28 de janeiro de 2025, José Antônio Ramos Bittencourt protocolou, no Incra, documento de “Comunicação de Fato Relevante”, no qual indica ter firmado com Marco Antônio de Melo contrato visando à geração de ativos. Informou, na época, que posteriormente à consolidação do negócio, teria verificado que o imóvel constitui área pública, de propriedade da União e sob gestão do Incra.

Em março do mesmo ano, José Antônio Ramos Bittencourt requereu à autarquia a análise da possibilidade de “dar continuidade ao projeto ambiental”, com vistas à promoção de ações de preservação ambiental, monitoramento e apoio comunitário. Solicitou, especificamente, “a celebração de termo de compromisso”.

Diante disso, o Incra adotou a iniciativa de verificar in loco as atividades desenvolvidas em parceria com a comunidade. O diretor de Governança da Terra do Incra, João Pedro Gonçalves da Costa, acompanhado de servidores da Unidade Avançada do Incra em Humaitá, fez visita técnica de avaliação da área e diálogo com a comunidade.

Além da visita à área, foi instaurado grupo de trabalho com a finalidade de formalizar parâmetros básicos para eventual projeto. O grupo de trabalho deliberou por remeter o processo à Procuradoria Federal Especializada, que solicitou diversas informações adicionais sobre o Projeto Ambiental e Contratos, ainda não apresentadas integralmente.

A conclusão jurídica da Procuradoria Federal Especializada junto ao Incra apontou para “a suspensão dos contratos entre os particulares – ou a notificação extrajudicial de um deles permanece como óbice à assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).”

Necessário pontuar que, ainda em novembro de 2025, foi descartada a possibilidade de conclusão do TAC, em virtude de questões jurídicas suscitadas pela Procuradoria Federal Especializada. Novo pedido de complementação de documentos foi remetido à empresa em 28/11, inclusive com cópia do Parecer Jurídico, no qual a autarquia informa a necessidade de prestação de esclarecimentos complementares, que apenas foram remetidas em 24/12/2025 e ainda estão sob análise técnica.

Portanto, apesar do pedido da empresa, não houve, por parte do Incra, finalização da análise técnica sobre a viabilidade de realização do projeto ambiental.

Logo, a afirmação de que o Incra ou seu diretor de Governança da Terra, João Pedro Gonçalves, teriam atuado para validar o projeto não tem correspondência com a atuação administrativa, documentada em todo o trâmite processual.

Ainda sobre a questão, é necessário destacar que não foram trazidos aos processos quaisquer documentos que pudessem gerar associação a fraudes financeiras, sobre as quais não tem o Incra competência fiscalizatória ou expertise técnica para identificação.

O Incra reitera que projetos envolvendo qualquer espécie de pagamento por serviços ambientais em áreas públicas afetadas ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) devem passar pelo crivo da autarquia e das comunidades beneficiadas, nos termos da legislação vigente.” Publicação original do Incra na quarta-feira (21), em seu site oficial.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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Bruno Costa
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