Especialista aponta onde estamos nos três estágios do bear market das criptomoedas

Resumidamente, Yanowitz explica que a primeira fase de um bear market passa quase despercebida. O motivo seria o otimismo, ainda presente no mercado, fazendo quedas parecerem pequenas correções passageiras.

Urso, símbolo de um mercado de baixa.
Urso, símbolo de um mercado de baixa.

Segundo Jason Yanowitz, cofundador do portal Blockcworks, um bear market é composto por três estágios. No momento, investidores de criptomoedas acabam de entrar na segunda fase, apontando ainda mais perdas pela frente.

Resumidamente, Yanowitz explica que a primeira fase de um bear market passa quase despercebida. O motivo seria o otimismo, ainda presente no mercado, fazendo quedas parecerem pequenas correções passageiras.

Entretanto, o segundo estágio é mais sentido pelos investidores, tanto por quedas vertiginosas quanto pelo lembrete dos críticos, agora de volta as redes sociais. Por fim, o último estágio é aquele que quebra empresas e afasta talentos da indústria, sendo o mais perigoso.

Estágio 1 do bear market

Para Jason Yanowitz, é difícil notar a primeira fase de um bear market devido à existência de um sentimento de euforia e ganância. Sendo assim, muitos esperam que o Bitcoin, ou outra criptomoeda em que investiram, voltará a subir após uma pequena queda.

“Parece que os preços recuaram para valores ‘realistas’.”

Seguindo, nota que a indústria continua trabalhando normalmente e que aqueles que estão vendendo é que estão errados. Afinal, este é a melhor oportunidade de suas vidas, certo?

Estágio 2 do bear market

Entretanto, Yanowitz comenta que a situação começa a ficar feia conforme entramos no estágio 2, onde estamos agora. Além disso, as quedas são ainda mais dolorosas com os lembretes de críticos, que gritam “eu avisei”.

“As narrativas morrem. Os preços caem 90%… depois mais 90%. Demissões em várias empresas.”

Além disso, qualquer tentativa de retomada de preços é uma oportunidade de saída, criando o chamado pulo do gato morto. Isso pode ser visto pela venda de Bitcoin em massa por grandes mineradoras, bem como empresas de outros setores que até então eram chamadas “mãos de diamante”, por não venderem suas moedas.

“No Estágio 2, as mãos de diamante se tornam vendedores forçados. Eles vendem não porque querem, mas porque precisam.”

Finalizando, o especialista explica que quanto mais baixo os preços vão, mais alto são os rugidos dos ursos, e vice-versa. Sendo assim, cria-se um círculo vicioso e o entusiasmo é transformado em raiva.

Estágio 3 do bear market

Por fim, o último e mais penoso estágio. Tentativas de elevar o preço já não existem, assim como as narrativas de como o Bitcoin é o ativo final contra a inflação e o Ethereum é a próxima App Store.

“A raiva é substituída pelo silêncio.”

Yanowitz nota que investidores ficarão quietos e esse desinteresse fará com que reguladores aproveitem o momento para passar quaisquer leis que desejarem. Além disso, o setor perderá talentos e empresas fecharão as suas portas.

Como recomendação final, o especialista pede para que as pessoas olhem para um prazo maior, afirmando que levará décadas, e não anos, para criar um mundo aberto.

“Feche o computador, diminua o zoom, vá dar uma caminhada. Apenas não desista.”

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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