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ETFs de Bitcoin voltam a registrar grandes saídas e sentimento de ganância desaparece

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Os ETFs americanos de Bitcoin registraram saídas de US$ 746,3 milhões nos últimos dois dias. Na terça-feira (15), as saídas de US$ 450,3 milhões foram as maiores diárias desde 13 de julho.

O principal motivo para essa venda foi a votação sobre o Clarity Act nos EUA, que não obteve o número mínimo de votos para que o projeto regulatório continuasse em debate no Senado. Somado a isso, o aumento de juros pelo Fed no dia seguinte também acelerou as vendas.

Como consequência, o sentimento de medo e ganância do mercado caiu para neutro, seu menor nível dos últimos 30 dias.

ETFs de Bitcoin voltam a ficar no negativo em setembro

Dos últimos sete dias de negociação dos ETFs de Bitcoin, somente um deles teve fluxo positivo. No período, as saídas ultrapassam a faixa de US$ 1 bilhão, voltando a deixar os números no vermelho em setembro.

ETFs acumulam fluxo negativo de US$ 278,8 milhões em setembro após grandes saídas nos últimos dias. Fonte: SoSoValue/Reprodução.

As saídas se aceleraram principalmente nesta terça-feira (15), quando US$ 450,4 milhões deixaram o mercado, seguidos por outros US$ 295,9 milhões nesta quarta-feira (16).

Os ETFs da BlackRock e Fidelity lideram as vendas, com US$ 305,8 milhões e US$ 267,5 milhões, respectivamente. Na sequência aparece o ARKB da Ark Invest com outros US$ 101,8 milhões de saídas.

Único ETF que mantém entradas constantes é o MSBT do Morgan Stanley, mas volume é pequeno para ter impacto no mercado. Fonte: Farside/Reprodução.

Sentimento de ganância desaparece

A disparada do Bitcoin no fim de agosto fez com que o sentimento do mercado atingisse a ganância extrema pela primeira vez desde 2024. No entanto, com o Clarity Act travando no Senado americano, Fed subindo juros e ETFs registrando fortes saídas, o sentimento recuou para neutro.

Sentimento do mercado volta para neutro após Bitcoin voltar a ser pressionado. Imagem: Livecoins. Dados: Alternative.me.

No momento desta redação, o Bitcoin está cotado a US$ 76.850, em alta de US$ 1,6% nas últimas 24 horas. Isso deixa a criptomoeda em queda de 2,4% em setembro, conhecido por ser o pior mês da história para o mercado.

Bitcoin opera em leve baixa em setembro, mês conhecido como o pior período para a criptomoeda. Fonte: Coinglass/Reprodução.

Por fim, a expectativa fica voltada para o último trimestre do ano, já que os três meses seguintes costumam apresentar bons resultados.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK