
Moedas de Bitcoin. Imagem: Ashley_Jackson/Pixabay.
Os ETFs americanos de Bitcoin registraram saídas de US$ 746,3 milhões nos últimos dois dias. Na terça-feira (15), as saídas de US$ 450,3 milhões foram as maiores diárias desde 13 de julho.
O principal motivo para essa venda foi a votação sobre o Clarity Act nos EUA, que não obteve o número mínimo de votos para que o projeto regulatório continuasse em debate no Senado. Somado a isso, o aumento de juros pelo Fed no dia seguinte também acelerou as vendas.
Como consequência, o sentimento de medo e ganância do mercado caiu para neutro, seu menor nível dos últimos 30 dias.
Dos últimos sete dias de negociação dos ETFs de Bitcoin, somente um deles teve fluxo positivo. No período, as saídas ultrapassam a faixa de US$ 1 bilhão, voltando a deixar os números no vermelho em setembro.
As saídas se aceleraram principalmente nesta terça-feira (15), quando US$ 450,4 milhões deixaram o mercado, seguidos por outros US$ 295,9 milhões nesta quarta-feira (16).
Os ETFs da BlackRock e Fidelity lideram as vendas, com US$ 305,8 milhões e US$ 267,5 milhões, respectivamente. Na sequência aparece o ARKB da Ark Invest com outros US$ 101,8 milhões de saídas.
A disparada do Bitcoin no fim de agosto fez com que o sentimento do mercado atingisse a ganância extrema pela primeira vez desde 2024. No entanto, com o Clarity Act travando no Senado americano, Fed subindo juros e ETFs registrando fortes saídas, o sentimento recuou para neutro.
No momento desta redação, o Bitcoin está cotado a US$ 76.850, em alta de US$ 1,6% nas últimas 24 horas. Isso deixa a criptomoeda em queda de 2,4% em setembro, conhecido por ser o pior mês da história para o mercado.
Por fim, a expectativa fica voltada para o último trimestre do ano, já que os três meses seguintes costumam apresentar bons resultados.