
Ferro foi flagrado por câmeras de segurança em uma das casas invadidas. Fonte: DoJ/Reprodução.
O Departamento de Justiça americano anunciou nesta quarta-feira (6) a condenação de Marlon Ferro (20) a 78 meses (6 anos e meio) de prisão. O jovem estaria envolvido em um roubo de 4.100 bitcoins, hoje avaliados em US$ 332 milhões/R$ 1,63 bilhão, realizado em agosto de 2024.
Seu papel no grupo era invadir residências para roubar carteiras de Bitconi e outras criptomoedas. Outros membros da quadrilha tinham outras funções, como identificação de alvos e lavagem de dinheiro.
Em abril, o governo americano já havia condenado Evan Tangeman (22) a 70 meses de prisão.
O grupo em questão era formado majoritariamente por jovens entre 18 e 22 anos e ficou famoso após ostentar carros de luxo, festas e viagens. Dois suspeitos haviam sido presos ainda em 2024, um mês após o roubo de 4.100 bitcoins.
Já nesta quarta-feira (7), o DoJ anunciou a condenação de Marlon Ferro, também conhecido como GothFerrari, a 78 meses de prisão. O jovem já havia se declarado culpado das acusações em outubro de 2025.
“Marlon Ferro atuou como o recurso final da organização criminosa. Quando seus co-conspiradores não conseguiam enganar as vítimas para que entregassem acesso às suas criptomoedas ou invadir contas digitais, recorriam a Ferro para invadir residências e roubar carteiras de hardware diretamente”, disse a procuradora federal americana Jeanine Ferris Pirro.
“Esse esquema combinou fraude online sofisticada com arrombamentos à moda antiga para drenar milhões de dólares em ativos digitais das vítimas. A sentença de hoje envia uma mensagem clara: fraude com criptomoedas não é um crime sem vítimas nem sem consequências, cometido com segurança atrás de uma tela — é conduta criminosa grave que leva à prisão federal.”
Uma imagem capturada por uma câmera de segurança mostra Ferro com um tijolo na mão. O instrumento foi utilizado para invadir uma casa no Novo México, nos EUA, após seus colegas afirmarem que o dono, cuja localização estava sendo monitorada por sua conta do iCloud, havia saído do local.
Além desse papel, o processo aponta que Ferro também lavou parte do dinheiro roubado para o grupo.
“Ele comprou mais de US$ 255 mil em roupas de grife em nome de seus co-conspiradores usando fundos roubados”, aponta o DoJ.
Quando preso, em 13 de maio de 2025, autoridades também encontraram duas armas de fogo em sua residência, bem como um documento de identidade falso.