EUA sanciona endereços de Ethereum de hackers e alerta sobre risco de bloqueio
19/01/2026 12:55 12:55
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Nova rodada de sanções mira endereços da rede Ethereum (Foto/Reprodução)
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, atualizou sua lista de Nacionais Especialmente Designados (SDN) com novas informações sobre o Lazarus Group. A entidade governamental identificou e bloqueou uma série de endereços de criptomoedas na rede Ethereum (ETH) controlados pela organização cibercriminosa.
A atualização mira as atividades ilícitas da Coreia do Norte sob o programa de sanções DPRK3, indicando que o Lazarus Group tem ligações diretas com o regime ditatorial.
O documento oficial aponta que o grupo opera diretamente do Distrito de Potonggang, em Pyongyang, e utiliza a infraestrutura de criptomoedas para evadir restrições financeiras internacionais.
As autoridades listaram diversas carteiras digitais que agora estão proibidas de interagir com o sistema financeiro americano ou com cidadãos dos EUA. Entre os endereços de Ethereum (ETH) sancionados estão:
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A ferramenta de busca de sanções alerta que qualquer transação enviada ou recebida dessas contas constitui uma violação federal.
Ou seja, usuários devem se atentar para transações com desconhecidos em todo o mundo, ou podem ser incluídos na lista futuramente por misturar valores com um “endereço contaminado”.
Codinomes dos hackers expostos e ramificações do grupo entram na mira do Tesouro dos EUA em nova rodada de sanções a endereços de criptomoedas
O comunicado detalha a extensa rede de identidades falsas e subgrupos utilizados pelos hackers estatais para camuflar suas operações. A atualização da lista ocorreu na sexta-feira (16).
O Lazarus Group atua sob diversos pseudônimos no cenário de segurança cibernética, sendo os mais novos conhecidos divulgados pelos EUA.
HIDDEN COBRA
GUARDIANS OF PEACE
OFFICE 91
THE NEW ROMANTIC CYBER ARMY TEAM
WHOIS HACKING TEAM
RED DOT
TEMP.HERMIT
GROUP 77
ZINC
APT-C-26
APPLEWORM
A lista abrange também nomenclaturas técnicas atribuídas por empresas de segurança, como “APT-C-26” e “Temp.Hermit“.
Desta forma, o governo americano busca abarcar todo o espectro de atuação da entidade, dificultando que eles utilizem marcas alternativas para continuar operando no mercado de criptoativos.
A inclusão na lista SDN acarreta o congelamento imediato de quaisquer bens que essas entidades possuam sob jurisdição dos Estados Unidos.
Além disso, corretoras de criptomoedas e instituições financeiras globais devem bloquear essas carteiras para evitar sanções secundárias por facilitarem a lavagem de dinheiro.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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