Surge uma nova Atlas no mercado brasileiro de investimentos, com os fundadores Alexandre Reda e Felipe Carvalho Siqueira, ambos ex-funcionários da corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin e sócios de longa data. O projeto que começou há 10 anos agora ganhou um impulso milionário para avançar.
Mas diferente do antigo golpe cripto “Atlas Quantum”, o novo negócio surge com foco em realizar negócios sérios no mercado tradicional, aliando a tecnologia blockchain no processo.
“O nome Atlas é amplamente usado por empresas sérias no mundo todo. Além de ser um nome forte e fácil de se falar em diferentes línguas, o nome remete a globo – justamente porque somos uma empresa global – e a sustenção, responsabilidade. Não temos qualquer relação com a Atlas Quantum. Nossa identidade é definida por governança, histórico profissional e parceiros institucionais — e isso é o que importa para clientes e investidores, que serão sempre as nossas prioridades“, diz Felipe Carvalho Siqueira em conversa com o Livecoins.
No caso de Alexandre Reda, ele acumula passagens pelo BTG Pactual, XP Investimentos, Banco Modal e Grupo 2TM (do qual o MB faz parte). Já Felipe Siqueira também passou pela XP, Modal e 2TM, onde ambos se conheceram e puderam impulsionar os negócios da corretora.
Vale destacar que o lançamento da plataforma chega com um aporte milionário de grandes empresas de investimentos. Um deles, por exemplo, é o aporte da gigante japonesa Credit Saison, que mostrou confiança no negócio.
Ao todo, a rodada de investimentos captou R$ 5 milhões nesta fase, ainda que o interesse chegou em R$ 50 milhões, mas os sócios restringiram a demanda.
Após a apresentação do negócio pelo portal Neofeed, o cofundador Siqueira mostrou que o negócio surge como um esforço coletivo e que eles esperam revolucionar o mercado com seu novo banco de investimentos.
“Hoje marcamos um momento importante com o lançamento oficial da Atlas. Este lançamento é resultado de um esforço coletivo extraordinário, pautado por disciplina, rigor e um padrão elevado de excelência. A Atlas nasce com o propósito de construir infraestrutura global para investimentos e pagamentos cross-border, conectando capital a oportunidades com eficiência, transparência e padrão institucional“, disse no LinkedIn no dia 8 de janeiro.
Plataforma de investimentos globais para investidores globais
Em conversa com o Neofeed, os cofundadores da nova fintech brasileira indicam que possuam um objetivo de crescer, visto que a regulação brasileira para o mercado de criptomoedas evoluiu. De acordo com eles, a meta é a de ser uma plataforma de investimentos globais, para investidores globais.
Siqueira disse para a reportagem ainda que “a grande solução não é necessariamente blockchain/tokenização. É ligar produtos globais a investidores globais. Sem limite geográfico. Por ex: vender uma operação em Portugal para investidores americanos“, destacou.
Os produtos são acessíveis a qualquer investidor, com ticket médio para tomadores de mercado com operações mínimas em R$ 2 milhões, que antes eram em torno de R$ 50 milhões.
Com utilização do mercado tradicional para emitir as primeiras operações a clientes, os sócios indicam que a tecnologia blockchain poderá contribuir com o futuro do negócio.
“Chego à Atlas com o objetivo de acelerar a construção de uma plataforma B2B que conecte originação, estruturação e distribuição com eficiência e governança. Vamos expandir o acesso a produtos de investimento globais, sempre com disciplina de execução e foco em relacionamento de longo prazo“, diz Bruno Seves, CCO da Atlas e responsável pela construção desse canal da XP e no Banco Modal.
Em um início ainda em fase beta, os produtos são acessados via assessores, bancos e outros intermediários, não de forma direta. De qualquer forma, a empresa espera evoluir no futuro para atender sem intermediários quando a marca se estabelecer mais.