Ex-gerente da Coinbase é preso por insider trading

Henrique HK
Henrique HK
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de...
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Ishan Wahi, ex-gerente de produtos da Coinbase, foi preso pelas autoridades americanas nesta quinta-feira (21). A acusação é que Wahi teria repassado informações internas sobre a listagem de novas criptomoedas e tokens na exchange.

Devido à alta reputação da Coinbase, listada em bolsa, tais ativos tendem a valorizar após a listagem. Portanto, estas pessoas estariam ganhando dinheiro ilegalmente.

No passado, até mesmo o maior jornal americano acusou a Coinbase de insider trading. No entanto, naquele momento não haviam pistas de quem poderia estar participando do esquema.

Ex-gerente de produtos da Coinbase é preso

Segundo informações da CVM americana, Ishan Wahi, ex-gerente de produtos da Coinbase, teria passando informações privilegiadas para seu irmão, Nikhil Wahi, bem como ao seu amigo Sameer Ramini.

“Nikhil Wahi e Ramani supostamente compraram pelo menos 25 ‘criptoativos’, pelo menos nove dos quais eram títulos mobiliários, e então os venderam logo após os anúncios [de listagem] para obter lucro.”

Sabendo quais tokens seriam listados na Coinbase, os envolvidos então conseguiram lucrar mais de 1,1 milhão de dólares (R$ 6 milhões) apenas entre junho de 2021 e abril de 2022.

O motivo por trás da valorização quase certa de tais ativos é a reputação da Coinbase, exchange listada em bolsa, o que aumenta a exposição de qualquer token listado na mesma. O que, por consequência, também aumenta o volume de negociações e liquidez.

Todos os três envolvidos foram acusados criminalmente nesta quinta-feira (21). Entretanto, a SEC nota que as investigações continuarão. Portanto, é possível que mais casos sejam solucionados no futuro.

Coinbase em maus lençóis

Com suas ações 78% abaixo do valor inicial, quando realizou seu IPO, a Coinbase está lutando para não perder clientes para suas maiores concorrentes, FTX e Binance.

Após demitir mais de 1.100 funcionários e encerrar seu programa de afiliados nesta semana, a corretora está tentando enxugar gastos para sobreviver ao mercado de baixa das criptomoedas. Entretanto, outras empresas estão aproveitando de sua fraqueza para crescer.

Por fim, embora o valor de suas ações tenha subido 36% nos últimos 5 dias, com a alta do Bitcoin, a notícia da prisão de seu ex-diretor de produtos acaba manchando a reputação da empresa.

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