Facebook e Instagram dão adeus aos NFTs

A mudança segue os cancelamentos da criptomoeda Diem, apoiada pela Meta, e da carteira digital Novi do Facebook no ano passado.

A Meta, empresa proprietária do Facebook e Instagram, anunciou na segunda-feira (13) que está se afastando dos colecionáveis digitais, conhecidos como NFTs.

De acordo com Stephane Kasriel, diretor de comércio e tecnologias financeiras da Meta, a empresa está diminuindo o foco nos NFTs para se concentrar em outras áreas que podem causar impacto em escala, como mensagens e monetização no Reels, bem como na melhoria do Meta Pay.

A decisão significa que a Meta encerrará seus testes de cunhagem e venda de NFTs no Instagram, bem como a capacidade de compartilhar NFTs no Instagram e no Facebook nas próximas semanas.

A mudança segue os cancelamentos da criptomoeda Diem, apoiada pela Meta, e da carteira digital Novi do Facebook no ano passado.

Fim dos NFTs?

Um porta-voz da Meta disse ao site TechCrunch que focará em produtos como Meta Pay e outros recursos que permitem aos criadores ganhar dinheiro, como seu recurso de gorjeta chamado presentes.

A empresa também disse que está testando maneiras de os criadores obterem receita com anúncios nos Reels.

“Deixe-me ser claro: criar oportunidades para criadores e empresas se conectarem com seus fãs e gerar receita continua sendo uma prioridade, e vamos nos concentrar em áreas em que podemos causar impacto em grande escala, como mensagens e operações de monetização para Reels.” Kasriel escreveu.

Apesar da Meta sair do mercado de NFTs, outras empresas ainda estão correndo para aproveitar essa oportunidade. O Reddit continua a promover seus avatares “colecionáveis digitais” que são NFTs, e a Starbucks recentemente vendeu uma série deles.

Prejuízo bilionário

Recentemente, a Meta, que mudou seu foco para produtos de realidade virtual e aumentada em 2021, tem passado por cortes de custos para tornar seus sonhos de metaverso uma realidade.

No entanto, esses cortes não foram suficientes para evitar uma grande perda financeira na divisão da empresa que trabalha com AR e VR, a Reality Labs, que perdeu US$ 13,7 bilhões no ano passado.

Além disso, em novembro do ano passado, a Meta também teve que demitir 11.000 funcionários, o que representou cerca de 13% de sua força de trabalho global. Essa foi a maior onda de cortes da história da empresa.

Enquanto enfrenta essa tempestade, a Meta tem mantido seu interesse em criar um metaverso, um ambiente virtual em que as pessoas possam interagir, trabalhar e jogar juntas. No entanto, o hype em torno dos NFTs, tokens não fungíveis, tem diminuído consideravelmente.

Anteriormente, a Meta havia demonstrado interesse em utilizar os NFTs como parte de seu plano para o metaverso, permitindo que os usuários cunhassem roupas virtuais, por exemplo. No entanto, agora a empresa pode precisar repensar sua estratégia, já que o interesse em NFTs parece estar em declínio.

Apesar desses desafios, a Meta ainda é uma empresa importante no campo da realidade virtual e aumentada. Será interessante ver como a empresa lidará com os desafios e como irá evoluir em sua busca pelo metaverso.

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