
Estreia da Fenynx na plataforma da B3 (Divulgação)
A startup Fenynx anuncia oficialmente o lançamento no mercado brasileiro e estreia na plataforma B3 (Bolsa de Valores de SP) com uma proposta inédita no país, de ofertar crédito com garantia em bitcoin e ativos digitais dentro de um ambiente totalmente regulado.
A empresa, fundada pelos empreendedores Lucas Montanini e Luan Rodrigues — conhecidos pela criação da fintech Live On, adquirida pelo Banco Modal e posteriormente integrada ao ecossistema do grupo XP — surge com a ambição de conectar o mercado financeiro tradicional ao universo cripto, por meio de uma infraestrutura de crédito baseada em blockchain, compliance e governança institucional.
A chegada da Fenynx foi oficializada pelo toque da campainha na B3, no último dia 26 de novembro de 2025, marcando a listagem de tokens representativos de participações adquiridas pelos primeiros investidores-anjo da empresa.
A operação, considerada um marco para o mercado brasileiro, permite liquidez secundária para investimentos early-stage (estágios iniciais), resolvendo um dos principais gargalos do venture capital nacional: a falta de mecanismos estruturados para negociação de participações societárias iniciais.
Em paralelo, a empresa validou a primeira operação de crédito bancarizado com garantia em Bitcoin no Brasil, integrando originação, custódia, análise de risco e securitização em uma única arquitetura.
O modelo proposto pela Fenynx permite que clientes utilizem Bitcoin, stablecoins e, futuramente, ativos tokenizados como garantia para acessar crédito, mantendo seus ativos preservados e evitando eventos tributáveis ligados à venda.
A operação é conduzida com monitoramento inteligente de risco, análise de perfil e integração com estruturas reguladas, permitindo que o crédito seja liberado com rapidez e dentro dos padrões exigidos por bancos e parceiros institucionais.
Segundo a empresa, o tomador pode receber os recursos em reais, stablecoins ou dólares em conta no exterior — um diferencial importante para investidores que atuam em diferentes mercados.
A plataforma foi desenhada como uma infraestrutura integrável, permitindo que bancos, escritórios de investimento, plataformas de BaaS, corretoras e fintechs incorporem o crédito colateralizado por meio de soluções white label, sem necessidade de desenvolver tecnologia própria.
Essa abordagem busca acelerar a adoção institucional de ativos digitais no país e ampliar o acesso a produtos financeiros mais sofisticados, mas ainda pouco explorados pela indústria.
A Fenynx prevê o lançamento de novas fases do produto ao longo dos próximos dois anos. A primeira, já em operação, trabalha com Bitcoin como garantia. Em março de 2026, a oferta deve se expandir para stablecoins, e, no segundo semestre do mesmo ano, para ativos tokenizados como imóveis, recebíveis e commodities.
A estratégia pretende abrir novas vias de liquidez para setores tradicionalmente travados por ciclos longos, como incorporação imobiliária, crédito corporativo e mercados de recebíveis.
A empresa opera apoiada por um grupo de advisors com experiência em fintech, regulação, pagamentos, mercado de capitais e criptoeconomia, reforçando o posicionamento de que o uso de ativos digitais como garantia pode, de fato, migrar para o ambiente institucional.
Para o investidor Lucas Montanini, essa é uma transição inevitável. Ele afirma que ativos digitais devem ser tratados como colateral da mesma forma que imóveis e recebíveis são usados hoje, abrindo espaço para um mercado de crédito mais ágil, transparente e conectado às novas tecnologias. Segundo ele, há bilhões de reais em ativos digitais parados em carteiras no Brasil e a Fenynx quer transformar esse potencial em liquidez real, sem renunciar à segurança, do compliance e da estrutura regulatória.
Com essa movimentação, a Fenynx se posiciona como uma das iniciativas inovadoras do país ao integrar blockchain, crédito estruturado e mercado de capitais, abrindo caminhos para que o Brasil avance na adoção institucional de ativos digitais e na criação de novos modelos de financiamento para a economia digital.
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