Fintechs brasileiras possuem alto interesse em tecnologia das criptomoedas

Um recente estudo sobre o cenário das startups financeiras chamou atenção, feito pela PwC Brasil e ABFintechs. De acordo com o Valor Investe, as fintechs brasileiras possuem alto interesse em Inteligência Artificial, Machine Learning e Blockchain, tecnologia utilizada em criptomoedas como, por exemplo, o Bitcoin.

Segundo o estudo, o foco das fintechs brasileiras são os meios de pagamento, algo em que as criptomoedas possuem uma tecnologia promissora. Dessa forma, pode ter sido natural o encontro dos dois setores.

O objetivo de grande parte das empresas fintechs que surgem é levar as finanças para as pessoas de forma fácil. Uma das oportunidades do setor está no fato do Brasil ser um país com grande população desbancarizada. Ou seja, há uma imensa população que não possui acesso ao sistema bancário tradicional.

São cerca de 500 fintechs brasileiras, muitas possuem interesse em tecnologia das criptomoedas

Por fintech entende-se uma empresa do ramo financeiro e que possui uma solução de base tecnológica. Com o advento das novas tecnologias, chamadas de emergentes, essas empresas buscam inovar suas plataformas.

De acordo com o Valor Investe, são cerca de 500 fintechs operando no Brasil atualmente. Destas, 57% estariam em São Paulo, estado que concentra o maior volume das inovações no campo.

Os meios de pagamento são 22% das soluções propostas pelas fintechs brasileiras, algo que chamou atenção. Isso porque, dentre as principais tecnologias que as empresas estão de olho, está a blockchain.

O estudo que foi conduzido pela PwC Brasil com a ABFintechs, mostrou que o maior interesse dessas empresas é na Inteligência Artificial (48%) e machine learning (46%). Cerca de 44% dos entrevistados disseram ter vontade de inovar com a tecnologia subjacente das criptomoedas. Ou seja, a tecnologia blockchain, utilizada em criptomoedas, está entre às três mais desejadas pelas fintechs brasileiras.

Inovação de empresas e fintechs de criptomoedas é destaque no Brasil em 2019

Para Jimmy Song, o Bitcoin, maior moeda digital do mundo, é uma grande inovação financeira, mais que startups. Para o entusiasta, apenas o Bitcoin já seria uma solução financeira completa para as pessoas. Contudo, o criptomercado tem visto um grande crescimento de soluções para facilitar a adoção das criptomoedas por empresas.

Nos últimos dias, por exemplo, a Cielo (CIEL3) realizou uma parceria com a Bitfy para aceitar Bitcoin em suas maquininhas. Com a parceria, os comércios que aceitarem Bitcoin terão o recebimento feito em Real, com a conversão das moedas sendo realizada pela Bitfy.

Recentemente, a Natura afirmou que há espaço para a tecnologia blockchain dentro de suas operações. Além disso, a Valid também adquiriu uma fintechs para reforçar suas operações com a tecnologia blockchain.

A empresa BlueBenx é outra que oferece solução financeira envolvendo criptomoedas. A partir de 2020, clientes poderão ter uma Conta BlueBenx, que fará TED, transferências, compra e venda de criptomoedas em uma só solução. Apesar disso, a empresa entrou na mira da CVM por captação irregular de recursos.

Em resumo, as criptomoedas e a tecnologia blockchain tem se unido cada vez mais com as fintechs brasileiras e empresas tradicionais. Isso é um movimento importante para que o Brasil consiga crescer e inovar, principalmente em um mercado que os bancos ainda possuem soberania.

Por fim, a maior parte das fintechs brasileiras afirmaram que não veem os bancos como inimigos, mas sim como parceiros. Além disso, 63% já possuem atuação internacional. O Brasil já conta com 11 unicórnios no setor de startups, sendo a Nubank o maior destaque.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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