FMI reforça alerta sobre uso de Bitcoin: “riscos substanciais”

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No sábado (28), o Fundo Monetário Internacional (FMI) reforçou um alerta sobre o uso do Bitcoin como moeda de curso legal, depois de publicar um artigo em julho, a organização agora postou um texto no Twitter onde reforça que os criptoativos “privados” como Bitcoin têm riscos substanciais e que adotá-los como moeda nacional não é recomendado.

Segundo o FMI, alguns países podem tentar pegar este “atalho” de adotar a criptomoeda como moeda de curso legal, com a justificativa de que terá um efeito seguro, de fácil acesso e transações baratas, mas a organização acredita que na maioria dos casos, os riscos e os custos superam os possíveis benefícios.

“Os criptoativos são tokens emitidos de forma privada por meio de técnicas criptográficas e denominadas em sua própria unidade de conta. Seu valor pode ser extremadamente volátil. O Bitcoin, por exemplo, atingiu um máximo de $ USD 65.000 em abril e caiu até menos da metade desse valor dois meses depois.”

Equivocos

A afirmação do FMI é equivocada, já que o Bitcoin é a única moeda pública, livre e transparente com oferta limitada que está à disposição de qualquer pessoa em todo o mundo, e não há imposição para seu uso.

Até que se compreenda sua arquitetura, muitos não conseguirão enxergar sua importância na economia.

O FMI afirma que ao dar um “criptoativo” (criptomoeda) o status de moeda de curso legal, todos terão que aceita-la obrigatoriamente como meio de pagamento de forma similar ao que ocorre com o dinheiro fiat emitido pelo banco central, e se os países adotarem leis que fomentem o uso das criptomoedas como moeda oficial, as compras diárias seriam obrigatórias.

Afirmação passa longe da realidade, exemplo claro está em El Salvador, que recentemente adotou o Bitcoin como moeda de curso legal e está explicitamente na lei que o uso e aceitação não é obrigatório.

“É difícil que os criptoativos (criptomoeda) sejam impostos em países onde a inflação e tipo de cambio são estáveis e que contam com instituições confiáveis, inclusive em economias relativamente menos estáveis a utilização de moedas de reserva internacionalmente reconhecidas como o dólar o euro, são mais atrativos que adotar um criptoativo”, disse o FMI.

Só em 2020 a oferta monetária dos Estados Unidos aumentou 24%, segundo os dados do FED o volume de dólares tem ultrapassado dos US$ 15 bilhões no final de 2019 para US$19,1 bilhões no final de novembro de 2020.

Até fevereiro de 2021 havia um total de US$19,5 bilhões, mas após isso foram aprovados trilhões em gastos públicos pelo presidente atual Biden.

O FMI disse ainda que a integridade financeira também sofreria, os criptoativos podem ser utilizados para lavagem de dinheiro obtidos por meios ilícitos, financiamento de terrorismo e evasão de impostos, que poderia apresentar um risco para o sistema financeiro do país.

Apesar da afirmação, segundo o relatório da Chainalysis, empresa de pesquisa e análise de segurança em blockchain, em 2020 apenas 0,34% de todo o volume de transações em criptomoedas veio de atividades criminosas, o novo percentual representa uma grande redução em comparação a 2,1% em 2019.

Por último o FMI disse que as criptomoedas mineradas, como o bitcoin, precisam de uma enorme quantidade de eletricidade para alimentar as redes que verificam as transações, segundo eles, as implicações ecológicas da adoção das criptomoedas como moeda nacional poderiam ser nefastas.

De fato, manter a rede do bitcoin requer de um elevado consumo de energia elétrica, e também é fato que a rede do bitcoin obtém 74% de sua eletricidade de fontes renováveis, tornando-se a mais voltada para renováveis do qualquer outra indústria de escala mundial.

Se para o FMI, o maior risco está não adoção do Bitcoin por esses fatores, para nós simples mortais o verdadeiro risco está na utilização do dinheiro governamental sem lastro e a política monetária no qual é baseado nosso sistema.

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Lorena Almada
Estudante de Engenharia Eletromecânica. Apaixonada por Economia. Seguidora da Escola Austríaca. Entusiasta do Bitcoin, descentralização e liberdade.
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