Artigo de opinião na Folha diz que Bitcoin não existe

"Essa é uma fé que move pirâmides e adora o bitcoin porque ele não existe: é não ver para crer. Diferente de um emoji de sorrisinho, que podemos ver, juntar e trocar —por um emoji de coração, conforme o câmbio." - diz o texto.

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Nos últimos dias, a Folha de São Paulo publicou um artigo de opinião escrito por Luiz Guilherme Piva, economista com doutorado pela USP, apontando que o “Bitcoin não existe”.

O artigo traz diversas criticas ao ativo digital, que acabou sendo associado até a milícias. De fato, as recentes operações policiais no Brasil podem ter apresentado ao economista um lado não tão bom do Bitcoin, ao ponto de associar a tecnologia com os golpes que utilizam sua imagem.

Nos últimos dias, uma operação da polícia federal chamou atenção ao prender o alegado “Rei do Bitcoin”, acusado de criar um esquema de pirâmide que supera R$ 1 bilhão de prejuízo aos investidores. Não está claro se a operação motivou o novo ataque ao Bitcoin no Brasil.

Fé de pirâmide?

Assinado por Luiz Guilherme Piva, o artigo “Bitcoin na mão é vendaval” foi publicado no último domingo (17). De acordo com ele, desde que a moeda foi criada, em 2009, os tempos são de escuridão.

Citando que o Bitcoin não existe, dando a entender que a moeda é movida pela mesma fé das pirâmides, o autor fala sobre os riscos de aportes feitos no ativo digital, que não conta com regulamentação e tem alta volatilidade.

“Essa é uma fé que move pirâmides e adora o bitcoin porque ele não existe: é não ver para crer. Diferente de um emoji de sorrisinho, que podemos ver, juntar e trocar —por um emoji de coração, conforme o câmbio.”diz o texto.

Piva lembrou que antes da criação do dinheiro, que tem como referência a crença de todos na “confiança no monopólio do estado sobre a moeda”, as transações entre pessoas eram mais complicadas.

Na evolução monetária, o economista lembrou que trocas diretas de produtos e até o uso de metais preciosos eram complicadas. Assim, para Luiz Guilherme, a função de dinheiro evoluiu para a fidúcia, após uma fase do padrão ouro para a simples confiança na economia dos países, mas ainda contando com a confiança da população.

Com o dinheiro tendo a confiança da população, o economista acredita haver lastro no dinheiro, da mesma forma que às três funções do dinheiro estatal seguem cumpridas, sendo elas a reserva de valor, meio de troca e unidade de conta.

O economista não mencionou a inflação histórica do real em sua análise, nem teceu comparações do Bitcoin com a moeda brasileira.

“Único país que adotou Bitcoin como moeda é dominado por milícias”

Luiz Guilherme Piva compartilhou sua opinião recheada de frases de efeito e ironia sobre a tecnologia das criptomoedas.

Para justificar que não acredita na criptomoeda, ele afirmou até que a blockchain do Bitcoin é pública, mas com o “problema” de não identificar quem envia e recebe transações na rede, dando a entender que uma nota de R$ 1,00 carrega todo o histórico de transações em que já foi utilizada, fato que, é claro, é falso.

O economista ainda citou o processo de mineração, que gasta uma grande quantidade de energia em seu processo.

Piva criticou ainda a adoção de Bitcoin por El Salvador, afirmando que este país é dominado por milícias e tráfico de drogas, em um evento que “quebra a força que move o monopólio do estado, que é o uso da força e da moeda“.

“O único país que o adotou como moeda é dominado por milícias do tráfico de drogas e de armas e se chama, vejam só, El Salvador.”

Na opinião do novo crítico do Bitcoin no Brasil, em um importante veículo da imprensa nacional, ele finalizou que os investidores podem apenas fechar os olhos e rezar ao entrar neste mercado, que carece de segurança regulatória e tem características de pirâmide financeira.

Luiz Guilherme Piva se une aos demais inimigos do Bitcoin no Brasil, deixando claro que não apoia a moeda digital.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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