Fundador do Twitter explica porque não apoia o Ethereum

Jack Dorsey, CEO do Twitter
Jack Dorsey, CEO do Twitter

Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, sempre focou em apoiar o desenvolvimento e adoção apenas do Bitcoin (BTC), nesta terça-feira (21) ele explicou os motivos de não participar de outras comunidades, como de Ethereum (ETH).

Dorsey, agora focado apenas no comando da Block — previamente chamada de Square — está cada vez mais focado em ajudar na aceleração da adoção do Bitcoin. Sua empresa conta com outras divisões como o Cash App e a Spiral BTC, seus nomes são bem sugestivos.

Uma das grandes diferenças entre o Bitcoin e o Ethereum é como os governos enxergam este ativo, afinal o ETH pode ser considerado um ativo mobiliário, dependendo da interpretação.

É preciso ter foco

O surgimento de criptomoedas alternativas, agora milhares, até pode ter gerado um senso de concorrência entre elas. Apesar disso, isso também acabou dividindo as criptomoedas em várias comunidades, tanto de desenvolvedores quanto de usuários.

Após ser mencionado em um tweet que cita a esperança de ver Jack trabalhando com Ethereum e outras blockchains, apontando a importância de seus casos de uso, Jack respondeu que é preciso manter o foco em projetos abertos, como o Bitcoin. Afinal, sem ele não existiria ETH ou outras blockchains.

“É fundamental que concentremos nossa energia em tecnologias verdadeiramente seguras e resilientes que pertencem a todas pessoas, não indivíduos ou instituições. Somente essa base fornecerá os aplicativos aos quais você menciona.”

A resposta que poderia ser vista como um ataque ao Ethereum e outros projetos acabou sendo bem recebida e fez com que o desenvolvedor, autor do tweet, oferecesse sua ajuda nesta missão.

Diferenças entre Bitcoin e Ethereum

Enquanto o Bitcoin nasceu do zero, os fundadores do Ethereum realizaram uma ICO, vendendo moedas que foram pré-mineradas — e ficando com uma parte delas — para que a Fundação Ethereum tivesse caixa para honrar salários e outras despesas.

Com isso, alguns legisladores podem classificar o Ethereum como uma security (um ativo mobiliário), por exemplo. O que poderia facilmente interromper seu desenvolvimento e legalidade em algumas jurisdições.

Em outras palavras, por conta do Bitcoin ter sido a primeira criptomoeda, que milagrosamente saltou de zero para o que é hoje, em várias métricas como preço e adoção, ele é a nossa maior segurança contra governos. Já outras criptomoedas, é muito provável que sejam guiadas pela ganância em vez da liberdade.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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