Kalshi

Fundadora da Kalshi, bilionária brasileira conta como ganhou Bitcoin do MIT e nunca vendeu suas moedas

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Luana Lopes Lara, brasileira fundadora da Kalshi, participou de uma conversa com Natalie Brunell na terça-feira (28). Como destaque, a bilionária contou como ganhou suas primeiras frações de Bitcoin e, por acaso, nunca vendeu suas moedas.

Com 29 anos, hoje Lara é reconhecida como a mulher bilionária mais jovem do mundo a construir a sua própria fortuna. Segundo a Forbes, a brasileira possui um patrimônio de US$ 1,3 bilhão.

Na conversa, Lara se arrepende de não ter prestado mais atenção no Bitcoin na época em que ganhou essas moedas e também fala sobre a adoção da criptomoeda no Brasil.

Bilionária brasileira conta como conseguiu suas primeiras frações de Bitcoin

Luana Lopes Lara se tornou um fenômeno no mundo das finanças após se tornar a bilionária self-made mais jovem do mundo. Participando de um podcast nesta semana, a brasileira falou sobre como conheceu o cofundador da Kalshi, as dezenas de processos e outros assuntos.

Questionada sobre seus investimentos, Lara deu detalhes sobre seu portfólio.

“Lido com ações muito arriscadas e voláteis, mas também tenho S&P, títulos do Tesouro e coisas assim, e tenho um pouquinho de Bitcoin.”

Indo além, a brasileira conta como ganhou suas primeiras frações de Bitcoin ainda em 2014, e afirma que nunca vendeu suas moedas.

“Eu era caloura na faculdade e recebi um e-mail dizendo que o Bitcoin Club do MIT, acho que era esse o nome, ou Bitcoin Lab, estava dando US$ 100 em Bitcoin para qualquer um que simplesmente se cadastrasse na Coinbase”, iniciou Lara. “Você resgatava seus US$ 100 em Bitcoin. Acho que isso dava algo como 0,3 Bitcoin na época. E eu era caloura, não tinha dinheiro nenhum. Pensei “ah, claro, vou pegar esses US$ 100 e ver no que dá”.”

“Aí eu perdi minha senha. O que acabou sendo ótimo, porque eu não vendi e até hoje eu tenho [essas moedas]. E é ótimo. Esse é um dos grandes benefícios de uma escola como o MIT, né? Se eu tivesse prestado mais atenção e comprado mais Bitcoin, teria muito mais dinheiro hoje.”

Atualmente, 0,3 bitcoins estão avaliados em US$ 22.800 (R$ 114.000), uma valorização de 22.800% no período.

Finalizando a história, a brasileira conta que a Coinbase a ajudou a recuperar sua conta e suas moedas.

Em outro trecho da conversa, Lara explica como as criptomoedas se convergem com mercados de previsão, bem como sobre os motivos que fazem o Bitcoin ter tanta adoção no Brasil.

“Acho que o mundo cripto, e o Bitcoin em particular, tomou o mundo de forma avassaladora. E acho que, especialmente em lugares como o Brasil, isso está crescendo muito porque é tudo muito difícil.”

“Inflação, juros, todas essas coisas são muito caóticas no Brasil, então acho que o Bitcoin acaba trazendo uma alternativa para pessoas que querem mais estabilidade e mais acesso a um sistema global”, explica Lara. “Acho que nos EUA isso talvez não fique tão evidente, mas quando eu volto para casa, dá para ver como a adoção das criptomoedas é alta, especialmente do Bitcoin, por causa de todos os problemas da economia.”

Cerca de 4.500 estudantes receberam os mesmos US$ 100 em Bitcoin, mas quase todos venderam

Um levantamento feito pela Paradigma Education revela que cerca de 4.500 estudantes, assim como Lara, participaram do experimento. No entanto, ao contrário da brasileira, a vasta maioria se desfez dessas moedas ao longo dos anos.

“Em 2014, dois jovens levantaram U$ 500.000 e deram 0.3 bitcoin de GRAÇA pra qualquer estudante do MIT que respondesse uma pesquisa”, disse o perfil.

“4.494 pessoas participaram. Só 3.8% ainda tinham as moedas 10 anos depois. A brasileira Luana Lopes Lara, fundadora da Kalshi, é uma delas.”

Só 3.8% ainda tinham as moedas 10 anos depois.

A brasileira Luana Lopes Lara, fundadora da Kalshi, é uma delas. pic.twitter.com/e2ET0nJtKj

— Paradigma Education (@ParadigmaEdu) April 29, 2026

O caso mostra o poder de valorização do Bitcoin na última década, mas também a necessidade de uma visão de longo prazo sobre investimentos.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK