Bilionário diz que ganância da mineração de bitcoin está destruindo o planeta

A saída dos mineradores da China, forte dependente de carvão para gerar energia elétrica, fez muito bem para o Bitcoin. Principalmente em relação aos ativistas ambientais que sempre criticam estes gastos.

O bilionário Tom Steyer, conhecido por gerenciar o fundo Farallon Capital por 26 anos, falou sobre o impacto da mineração de Bitcoin sobre o nosso planeta, dizendo que já recusou uma proposta. A conversa aconteceu com Andy Serwer durante programa do Yahoo Finance nesta quinta-feira (4).

A expulsão dos mineradores chineses vem mostrando grande impacto neste setor conforme cada vez mais energia consumida é oriunda de fontes renováveis, como hidrelétricas.

Hoje o uso de fontes de energia poluentes é um problema tanto de mineradores quanto de países que não buscam soluções para esta causa. Enquanto for mais barato utilizar carvão e combustíveis fósseis, a ganancia falará mais alto e os usarão.

O Bitcoin não é o problema

Quando questionado sobre mineração de Bitcoin e seu impacto na mudança climática, Steyer mostrou-se bastante sensato na sua resposta. O bilionário afirmou que o problema não é o Bitcoin e sim as formas de geração de energia.

“O Bitcoin é um grande usuário de eletricidade, essa eletricidade é derivada de combustíveis fósseis e emite gases de efeito estufa e outras toxinas, então é um problema. […] Se nós gerarmos energia completamente limpa, e você minerar Bitcoin consumindo muita eletricidade, porém limpa, sem causar danos a saúde ou ao planeta, então tudo bem”, disse Tom Steyer

Este também foi o motivo pelo qual a Tesla parou de aceitar Bitcoin como forma de pagamento. Todavia Elon Musk afirmou que quando a mineração fosse feita usando 50% de energia limpa, a empresa voltaria a aceitar BTC.

Conforme último relatório apresentado pela Tesla, a empresa informou que pretende voltar a aceitar BTC. Um destes motivos pode ser o relatório do Bitcoin Mining Council, grupo global de mineradores, que informaram um aumento no uso de energia limpa.

Em continuação a sua fala, Steyer afirmou que já recebeu propostas para minerar Bitcoin próximo a uma usina de carvão, obviamente ele recusou a oferta.

“Me perguntaram: Você quer investir em uma operação de mineração próxima a uma usina de carvão? Você não precisa transportar o carvão, é mais barato […] Isso é um desastre.”

Saída da China mudou o Bitcoin

A saída dos mineradores da China, forte dependente de carvão para gerar energia elétrica, fez muito bem para o Bitcoin. Principalmente em relação aos ativistas ambientais que sempre criticam estes gastos.

Como mencionado acima, o uso de fontes renováveis de energia para minerar bitcoin está cada vez mais alto conforme os EUA tornou-se o país com maior hashrate do mundo. Da mesma forma, o BTC está ajudando o país a melhorar seu sistema de geração e distribuição de energia.

Além disso, outros países também estão apresentando programas onde mineradores que usarem energia renovável ganharão vários tipos de desconto ao exercer a atividade de mineração.

Por fim, embora alguns mineradores tenham culpa já que sua ganancia fala mais alto que tudo, o grande vilão desta história são países que ainda não estão usando, e incentivando o uso de, fontes alternativas como nuclear, eólica e solar.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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