Golpe com falsos ingressos da Copa do Mundo 2026 atinge usuários de criptomoedas no Brasil

Campanha maliciosa explora evento esportivo para furtar chaves de acesso em carteiras de investidores locais

Uma onda de ataques cibernéticos mira os usuários de criptomoedas em todo o território brasileiro e o pesquisadores de segurança da empresa Proofpoint detalharam o avanço destas ameaças, conforme publicação pelo Ministério Público do Mato Grosso, na quinta-feira (30).

O grupo de criminosos usa o tema da Copa do Mundo FIFA 2026 para atrair as vítimas. Assim, a ação tenta fraudar os donos das carteiras da MetaMask com a promessa de ingressos sem custo.

Os invasores enviam mensagens falsas com a oferta de tokens não fungíveis. A adoção da sigla em inglês NFT atrai as pessoas com promessas de ganhos fáceis.

A falsa oferta da MetaMask explora a empolgação com os jogos mundiais de futebol. O usuário clica em atalhos perigosos e expõe a sua estrutura de segurança aos hackers.

Falsos ingressos de eventos esportivos ocultam roubo de criptomoedas

As iscas buscam enganar os investidores e direcionar o tráfego para páginas fora do padrão. O site ilegítimo pede a frase secreta de recuperação dos fundos sob a guarda do indivíduo.

Com a posse da senha, os invasores assumem o controle total sobre a carteira. Além disso, os criminosos transferem todos os criptoativos para endereços ocultos em poucos minutos.

Esta campanha focada no público das criptomoedas integra uma operação global e muito ampla. A corporação de segurança detectou o foco da atuação dos bandidos no Brasil e em países vizinhos.

A organização criminosa recebeu a identificação de TA2725 pelos peritos de proteção de dados. Eles buscam o ganho financeiro por meio da disseminação de programas danosos e furtos de credenciais.

Hackers prometem ingressos para Copa do Mundo 2026 de graça, mas roubam criptomoedas das vítimas
(FOto/MPMT)

Ameaças cibernéticas combinam roubo de dados bancários e controle remoto

Os bandidos aplicam artimanhas refinadas e utilizam iscas nos idiomas português e espanhol. As instituições atacadas incluem bancos de varejo e diversos órgãos do aparelho governamental.

Vale lembrar que a engenharia social forma a base de toda a arquitetura destes golpes na internet, assim, os textos forçam um senso de urgência para estimular o clique em anexos com vírus.

O programa malicioso Astaroth figura como o mais comum nestas invasões de sistemas operacionais. Ele captura o apertar de teclas e furta registros pessoais de acesso dos cidadãos.

Outros programas de extorsão circulam em paralelo para causar danos nas redes domésticas. A finalidade destas aplicações chamadas Metamorfo e Mispado envolve fraudes com dinheiro e a invasão de contas diversas.

As táticas do TA2725 evoluem com a inclusão de ferramentas de gerenciamento remoto na rotina. Soluções como ScreenConnect e LogMeIn Resolve facilitam o acesso irrestrito aos computadores das vítimas.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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