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O governo de Connecticut anunciou uma ofensiva contra mercados de previsão e corretoras de criptomoedas na quinta-feira (10). As autoridades norte-americanas emitiram ordens judiciais de interrupção para nove empresas por operações paralelas de apostas esportivas no estado.
A lista de plataformas notificadas inclui marcas conhecidas do setor de criptoativos como a Coinbase e a Polymarket.
O departamento de proteção ao consumidor da região exigiu a paralisação do comércio de contratos baseados em eventos esportivos, espécie de “BET”.
As empresas na mira da ação governamental também englobam corretoras como Crypto.com, Robinhood, Gemini e Webull. Os oficiais determinaram a liberação imediata do saque do dinheiro depositado pelos moradores locais em todos os aplicativos punidos.
O governador Ned Lamont explicou o foco de blindar os cidadãos contra os riscos de perdas de capital na internet. Ele destacou o perigo dos aplicativos desregulados para jovens estudantes e pessoas com problemas de vício em jogos.
Lamont apontou as promessas ilusórias de segurança dos mercados de previsão em meio aos descumprimentos das leis de proteção.
A legalização estadual das apostas no ano de 2021 buscou criar um ambiente seguro em vez de validar a atuação de negócios indiscriminados.
O comissário de proteção ao consumidor, Bryan Cafferelli, reforçou a clareza das normas estaduais para as ofertas no setor. Ele garantiu o compromisso da agência estatal com a repressão às ações enganosas criadas para capturar os dados dos cidadãos.
A agência expediu trinta requisições para companhias de mídia e fornecedores licenciados de serviços da indústria de jogos. Essas empresas não são alvos de investigações policiais, mas guardam cadastros sobre a rotina das corretoras de criptomoedas autuadas.
O grupo intimado pela polícia conta com gigantes dos pagamentos móveis como os sistemas das empresas PayPal e Plaid. O pedido alcança corporações globais de tecnologia de consumo como a loja de aplicativos da Apple e a plataforma Google Play.
As cartas oficiais também cobram esclarecimentos de redes de televisão com grande audiência como a corporação ESPN e a NBC. Essa estratégia de cerco ajuda a coletar provas do funcionamento irregular e da propaganda veiculada pelos aplicativos de finanças.
Nos mercados de previsões, os usuários adquirem acordos com opções afirmativas ou negativas sobre os resultados das disputas nas ligas de esportes da região.
A Associação Americana de Jogos projeta um volume financeiro equivalente a US$ 40 bilhões nesse setor sem crivo estatal. O primeiro dia da temporada do futebol universitário movimentou US$ 250 milhões em apenas uma destas plataformas alvo das proibições.
O estado cobra o respeito às travas civis para evitar fraudes financeiras e assédio contra os atletas universitários locais. O governo de Connecticut reconhece as marcas Draft Kings, FanDuel e Fanatics como as únicas prestadoras autorizadas do serviço.
A gestão local ajuizou um processo civil contra a operadora Kalshi no começo do mês de setembro para fechar suas portas. A ação pediu o bloqueio das ferramentas esportivas desprovidas de aval legal perante os legisladores estaduais e fiscais.
Um juiz federal lotado na corte do estado decidiu o banimento dos contratos esportivos de palpites cibernéticos no mês de agosto.
O magistrado decretou sob tutela jurídica que a lei de produtos comerciais da nação não abrange esta atividade na internet.
O poder público aplicará multas cíveis ou penas criminais restritivas caso as corporações estrangeiras insistam na infração continuada das regras. O conselho estadual sobre jogos disponibilizou um telefone anônimo para ofertar suporte perene aos cidadãos reféns do vício nas finanças.