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Governo americano derruba botnet usada há anos para roubar criptomoedas

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O Departamento de Justiça americano anunciou nesta terça-feira (1º) uma operação internacional para derrubar uma botnet e malware que infectava computadores desde 2003, há 23 anos. O texto aponta que os ataques permitiam o roubo de criptomoedas.

Além dos EUA, autoridades da Bulgária, Hungria e Romênia também participaram da operação ao lado de empresas do setor privado como CrowdStrike e Shadowserver Foundation.

Também nesta semana, em outro anúncio, os EUA revelaram um confisco de US$ 560 milhões em criptomoedas doadas ao Hamas. As ações mostram o interesse americano em combater crimes com criptomoedas.

Hackers estavam focando no roubo de criptomoedas desde 2017

Embora o governo americano afirme que a botnet esteja rodando desde 2003, seis anos antes do lançamento do Bitcoin, a CrowdStrike aponta que os hackers começaram a focar no roubo de criptomoedas somente a partir de 2017.

Segundo o Departamento de Justiça americano, o malware se chamava Sality e teria feito vítimas tanto nos EUA quanto em outros países.

“Desde 2003, a botnet Sality instala software malicioso (malware) em dispositivos comprometidos, possibilitando roubos de criptomoedas e ataques cibernéticos contra vítimas nos Estados Unidos e no exterior.”

Seguindo, o texto aponta que as vítimas geralmente não sabiam que seus dispositivos estavam sendo utilizados como bots nessa rede.

A operação resultou na desarticulação da botnet Sality após a apreensão de domínios nos EUA e na Europa. Já o setor privado ficou encarregado de identificar infecções e ajudar a notificar as vítimas para a manutenção dos dispositivos infectados.

Apesar disso, não há estimativas sobre os valores roubados pelos hackers com esses ataques. Somado a isso, os EUA também não revelaram nenhuma apreensão de criptomoedas, tampouco prisões ligadas ao caso.

Dentre os órgãos envolvidos na operação estavam o Departamento de Justiça americano, FBI, DCIS, bem como a Eurojust, Europol, Direção-Geral de Combate ao Crime Organizado da Bulgária, o Departamento de Crimes Cibernéticos do Escritório Nacional de Investigação da Hungria e a Polícia, a Direção de Combate ao Crime Organizado e a Unidade Central de Crimes Cibernéticos da Romênia.

Do setor privado, CrowdStrike e Shadowserver foram mencionados. Bill Essayli, primeiro procurador-adjunto dos Estados Unidos, destaca como as parcerias entre os setores público e privado podem gerar resultados.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

Autor:
Henrique HK