Irã

Irã está cobrando taxas em criptomoedas para navios passarem pelo Estreito de Ormuz, diz Bloomberg

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O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente, continua restrito. Um site que monitora a região estima que somente 5 navios passaram pelo local nas últimas 24 horas, equivalente a 4,2% de sua média diária.

Segundo a Bloomberg, esses poucos petroleiros que estão transitando pela região são de países aliados ao Irã e, além disso, precisam pagar taxas em yuan ou criptomoedas para serem escoltados.

Embora Donald Trump tenha afirmado nesta quarta-feira (1º) que o Irã pediu por um cessar-fogo, o presidente americano disse que isso só acontecerá quando o Estreito de Ormuz estiver liberado.

Criptomoedas ganham novo uso em novo evento geopolítico

As criptomoedas passaram a desempenhar papéis curiosos nos últimos anos em eventos geopolíticos. Como exemplo, a Ucrânia recebeu cerca de R$ 250 milhões em doações de criptomoedas para financiar seu exército na guerra contra a Rússia.

Já a Venezuela, sancionada pelos EUA, estaria utilizando criptomoedas para negociar petróleo com outras nações. O próprio Irã utilizou desta mesma estratégia, com seu Banco Central acumulando mais de US$ 500 milhões em USDT para driblar sanções.

Agora, o regime iraniano teria encontrado uma nova forma de utilizar criptomoedas: uma espécie de pedágio cobrado de navios petroleiros para navegarem com escolta pelo Estreito de Ormuz.

Conforme relatado por fontes da Bloomberg nesta quarta-feira (1º), o pagamento seria feito em yuan ou em criptomoedas, mais especificamente em stablecoins.

A taxa seria de US$ 1 por barril. Como exemplo, o texto cita que um petroleiro de grande porte consegue transportar 2 milhões de barris de petróleo.

Após o pagamento, o regime iraniano envia um código de autorização e instruções de rota.

Estreito de Ormuz segue operando com tráfego restrito

Dados do site Hormuz Strait Monitor estimam que somente 5 navios petroleiros passaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, cerca de 4,2% de sua média diária.

Mapa mostra movimentação de navios-tanque no Estreito de Ormuz. Fonte: Vessel Finder.

A liberação da região é crucial para conter o preço do petróleo. Caso contrário, a tendência é que os preços de outros produtos fiquem mais caros devido aos custos de transporte.

Como consequência, bancos centrais precisariam aumentar a taxa de juros para conter a inflação, também diminuindo o apetite por ativos de risco como o Bitcoin.

Portanto, isso explica por que, dentre todos os conflitos geopolíticos vistos nos últimos anos, este é considerado o mais impactante para o Bitcoin e outras criptomoedas.

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Henrique HK

Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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Henrique HK