A Justiça dos Estados Unidos condenou o ucraniano Oleksandr Didenko a 60 meses de prisão na quinta-feira (19). O homem de 29 anos estruturou um esquema de roubo de identidades para empregar trabalhadores da Coreia do Norte em 40 empresas americanas de tecnologia.
Didenko confessou a culpa pelos crimes de fraude eletrônica e roubo de identidade em novembro de 2025.
O juiz Randolph D. Moss ordenou o confisco de US$ 1,4 milhão do réu. O valor inclui montantes em dólares e criptomoedas apreendidas com os envolvidos. O tribunal também determinou o pagamento de US$ 46 mil em reparações.
Os documentos do processo revelam a operação de um site chamado “Upworksell.com”. A página servia como um mercado paralelo para profissionais de tecnologia estrangeiros comprarem ou alugarem perfis falsos.
Com esses dados, os norte-coreanos conseguiam vagas em plataformas de trabalho remoto na Califórnia e na Pensilvânia.
A logística das “fazendas de laptops” enganava empresas em solo americano
O esquema dependia de uma estrutura física em solo americano para despistar as empresas. O ucraniano pagava moradores da Virgínia, Tennessee e Califórnia para hospedar computadores em suas casas e a tática camuflava a localização real dos trabalhadores.
A operação gerenciou até 871 identidades de fachada e estruturou pelo menos três centrais de equipamentos nos Estados Unidos. O fluxo financeiro da fraude evitava os bancos tradicionais americanos.
O sistema utilizava transmissores de dinheiro paralelos para burlar bloqueios e enviar os salários para contas estrangeiras. Os trabalhadores ganharam centenas de milhares de dólares. Todo esse capital teve registro falso em órgãos do governo americano sob o nome de cidadãos reais.
Segurança nacional e armas nucleares pesaram na condenação
As autoridades americanas trataram o caso como um risco direto à segurança nacional. A procuradora Jeanine Ferris Pirro afirmou que o dinheiro pago a esses falsos funcionários abastece o programa de munições nucleares da Coreia do Norte.
Ela declarou que o regime norte-coreano atua como um inimigo interno quando rouba informações corporativas e dados sensíveis de negócios americanos. O FBI reforçou o alerta para empresas que contratam equipes remotas.
Roman Rozhavsky, diretor assistente de contraespionagem, disse que a agência vai perseguir qualquer indivíduo que ajude a fraudar a economia americana.
James Barnacle, chefe do FBI em Nova York, classificou a operação como uma porta dos fundos clandestina para o mercado de trabalho do país.
A queda do esquema começou em maio de 2024. O Departamento de Justiça confiscou o domínio do site e desviou o tráfego para os servidores do FBI.
Autoridades da Polônia prenderam Didenko e extraditaram o réu para os Estados Unidos no último dia de 2024. Além dos cinco anos de prisão, ele cumprirá 12 meses de liberdade supervisionada.
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Bruno Costa Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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