A Liqi, empresa de infraestrutura blockchain para o mercado de capitais, anuncia o lançamento da BRLD, uma stablecoin pareada 1:1 ao real brasileiro e desenhada para uso institucional.
A BRLD nasce com dois focos principais: atuar como moeda de liquidação em operações financeiras tokenizadas (com destaque para estruturas do mercado de capitais, como securitização) e como instrumento para gestão de tesouraria corporativa, gerando maior eficiência operacional, especialmente por meio de automação.
Diferentemente de stablecoins voltadas ao varejo e a pagamentos em geral, a BRLD foi concebida como infraestrutura financeira: uma camada para dar previsibilidade, automação, rastreabilidade e integração entre as finanças tradicionais (off-chain) e o futuro das finanças on-chain, atendendo demandas de empresas e instituições que operam com ativos digitais e estruturas financeiras tokenizadas.
O lançamento acontece em um momento de timing regulatório especialmente favorável: com o Banco Central avançando na regulamentação do mercado de ativos virtuais e de stablecoins referenciadas em real, cresce a demanda por soluções que combinem padrão institucional, compliance e transparência, além de estruturas alinhadas às novas regras, incluindo a lógica de lastro em real e/ou títulos públicos federais.
A iniciativa se soma ao histórico da Liqi no desenvolvimento de infraestrutura para tokenização e automação de operações, com tecnologia aplicada a casos reais no mercado. A BRLD já nasce integrada ao ecossistema de produtos da própria Liqi (incluindo iniciativas baseadas no protocolo TIDC), ampliando a eficiência de liquidação e a automação de fluxos on-chain.
Tração e números do ecossistema Liqi (base para a BRLD)
- O volume de operações realizadas com o TIDC ultrapassou R$ 1 bilhão no ano de 2025, com 900.000+ recebíveis geridos em blockchain.
- Mais de 75 empresas parceiras iniciais da BRLD no lançamento, que já utilizam a infraestrutura da Liqi (securitização e marketplace).
- Volume esperado de R$ 5 bilhões transacionados com BRLD em 2026
O TIDC é um protocolo proprietário que estrutura e automatiza operações tokenizadas ao transformar regras contratuais em smart contracts, garantindo rastreabilidade e execução programável de fluxos financeiros, do controle do passivo a eventos como pagamentos, amortizações e conciliações.
BRLD: real tokenizado com foco em liquidação e compliance
A BRLD é uma stablecoin que mantém paridade 1:1 com o real e foi concebida para facilitar a liquidação programável, com transparência e controle de uso via tecnologia blockchain. O projeto tem como premissa operar com governança, controles e estrutura institucional, alinhados às melhores práticas do mercado financeiro.
O lastro da BRLD é integralmente representado por títulos públicos federais (Tesouro Nacional), mantido de forma integral e colateralizada, em uma estrutura desenhada para segregar funções e riscos entre governança, custódia do lastro e emissão/integração com usuários.
Dois pilares de uso: tesouraria corporativa e mercado de capitais
1) Gestão de tesouraria corporativa (B2B – corporates)
No primeiro pilar, a BRLD atende empresas que buscam modernizar a gestão de caixa e tesouraria, especialmente em cenários de caixa ocioso e dor operacional na rotina de aplicação/resgate.
Hoje, muitas empresas convivem com três problemas recorrentes:
- dinheiro parado fora do horário bancário, que “bate” no caixa no fim do dia e só volta a ser aplicado no dia seguinte (perdendo eficiência);
- gestão pulverizada, com caixa espalhado em vários bancos, exigindo múltiplos acessos, conciliações e movimentações para consolidar e aplicar; e
- dificuldade em ter um instrumento que combine curto prazo, liquidez e gestão simples, com disponibilidade operacional contínua.
A proposta do modelo de tesouraria com a BRLD é oferecer uma alternativa institucional para o caixa de curto prazo, permitindo que empresas:
- mantenham o caixa consolidado em uma mesma infraestrutura, reduzindo fricção de gestão;
- tenham liquidez diária, de modo que o instrumento seja compatível com necessidades de caixa operacional e planejamento financeiro;
- operem com lógica 24/7, trazendo mais flexibilidade operacional do que a dinâmica tradicional (janelas, horários e prazos); e
- automatizem processos e conciliações, com rastreabilidade e visibilidade do fluxo de caixa.
A BRLD pode ser utilizada como instrumento para uma tesouraria mais conectada ao ambiente on-chain, com capacidade de operar com mais previsibilidade, execução automatizada e integração com sistemas e fluxos digitais. Neste caso, a solução é desenhada para uso institucional/ambientes controlados, não como “produto de investimento para varejo”. O foco é eficiência e modernização da tesouraria.
2) Liquidação de operações tokenizadas no mercado de capitais
No pilar de mercado de capitais, a BRLD funciona como moeda de liquidação em blockchain para operações estruturadas e tokenizadas — tornando pagamentos e eventos financeiros mais automatizáveis, auditáveis e rastreáveis.
Na prática, a BRLD cumpre o papel do que se espera de uma moeda de liquidação digital para o mercado: é o mesmo real, mas em um formato que consegue “caminhar” pela infraestrutura blockchain — isto é, ser transferido, registrado e executado dentro de trilhas on-chain, com regras aplicadas por smart contracts.
Isso permite estruturar fluxos com regras claras e execução programável, reduzindo fricções operacionais.
Entre os exemplos de uso em estruturas tokenizadas estão:
- Pagamento de juros periódicos e eventos de amortização;
- Waterfall de distribuição (repasses conforme regras pré-definidas);
- Distribuição para múltiplos investidores;
- Recompra de inadimplência e eventos de exceção com lógica programada; e
- Validação de elegibilidade e cessão com trilha de auditoria.
Um dos diferenciais é o conceito de “dinheiro carimbado”: recursos podem ser programados para serem utilizados apenas para a finalidade prevista em contrato (por exemplo, um investimento destinado exclusivamente a uma operação específica), aumentando a segurança operacional, aumentando a transparência e a governança, ao passo que se diminuem – ou eliminam – os riscos de desvio de uso.
Roadmap de adoção (fases iniciais)
A estratégia de adoção da BRLD segue uma lógica de infraestrutura, em fases.
No lançamento, a stablecoin já entra em produção nos dois casos de uso prioritários: (i) liquidação de operações tokenizadas — com operações já em andamento dentro do ecossistema da Liqi; e (ii) tesouraria corporativa. Na sequência, o foco é ampliar o uso da BRLD como camada de liquidação para outros participantes institucionais do mercado.
A empresa também indica que, neste primeiro momento, não está posicionando a BRLD como stablecoin de varejo, nem como ativo voltado a listagem ampla em exchanges ou a casos de uso como pagamentos internacionais — frentes que podem ser avaliadas em etapas futuras.
Empresas interessadas em utilizar a solução de tesouraria e liquidação já podem entrar em contato com a Liqi a partir do lançamento.
Tecnologia e infraestrutura com governança comprovada
A BRLD foi estruturada para operar em ambiente de blockchain com suporte multi-chain (redes EVM-compatíveis). A proposta é permitir integração com fluxos digitais e aplicações do mercado — e, ao mesmo tempo, atender o requisito central do projeto: ser uma infraestrutura institucional de liquidação em real.
A BRLD está habilitada para ser usada também na XDC Network, blockchain global voltada a aplicações institucionais, que se tornou parceira estratégica da Liqi em um acordo bilionário para a emissão de ativos reais (RWAs) tokenizados.
O projeto também foi configurado para operar com mecanismos de transparência e prestação de contas, incluindo:
- divulgação de informações sobre reserva/lastro e tokens em circulação;
- estrutura de governança independente para o projeto; e
- possibilidade de auditoria e verificabilidade associadas à infraestrutura blockchain.
O projeto também conta com a auditoria da Fact Finance, que utiliza infraestrutura de dados e oráculos para validar a integridade da reserva on-chain, trazendo uma camada adicional de segurança e transparência para os detentores do ativo.
“Estamos lançando a BRLD para resolver dores concretas do mercado, principalmente liquidação e operações financeiras tokenizadas, além de um segundo pilar muito forte de tesouraria corporativa. É infraestrutura institucional: feita para empresas e instituições que precisam de previsibilidade, controle e rastreabilidade”, afirma Daniel Coquieri, CEO da Liqi.
A BRLD carrega o DNA de uma empresa que opera em padrão institucional. A Liqi tem uma base de sócios reconhecidos no mercado financeiro – como Itaú, Oliveira Trust e Pátria Investimentos – e essa credibilidade se traduz em um projeto com governança, controles e arquitetura desenhados para o nível de rigor que instituições e empresas exigem quando o assunto é liquidação e infraestrutura para o mercado de capitais.
Disponibilidade e próximos passos
A BRLD será utilizada inicialmente dentro dos dois modelos priorizados no lançamento: liquidação institucional de operações tokenizadas e tesouraria corporativa. A estratégia de entrada reforça o posicionamento de infraestrutura, com foco em aplicações financeiras e integração com parceiros do ecossistema.
Mais informações podem ser acessadas em: http://www.stablebrld.com.br/.
Sobre a Liqi Digital Assets
A Liqi é uma empresa de infraestrutura blockchain para o mercado de capitais regulado, especializada no desenvolvimento de soluções que automatizam, organizam e escalam operações de crédito, securitização e gestão de ativos financeiros. Por meio de protocolos próprios, como o TIDC, a companhia permite que bancos, gestoras e securitizadoras utilizem blockchain para estruturar operações com maior eficiência operacional, transparência, rastreabilidade e controle de risco, mantendo total aderência às exigências regulatórias.
Em menos de quatro anos, a Liqi se consolidou como uma das principais plataformas de tokenização do país, reunindo um histórico relevante de operações institucionais e um quadro societário formado por grandes players do mercado financeiro. Em 2022, a empresa recebeu um aporte de R$ 27,5 milhões em rodada liderada pela corporate venture capital do Itaú Unibanco, em conjunto com Oliveira Trust e Honey Island Capital. Em 2023, a Galápagos Capital passou a integrar o quadro de sócios em uma rodada de R$ 13 milhões, seguida, em 2024, pela entrada do Pátria Investimentos como sócio estratégico, com investimento de R$ 11 milhões.
Além das soluções voltadas à tokenização e securitização de ativos, a Liqi também atua com Crypto as a Service (CaaS), oferecendo infraestrutura white-label para empresas que desejam disponibilizar negociação, custódia e serviços com stablecoins, criptomoedas e ativos digitais em suas próprias plataformas. Essa solução já é utilizada por grandes empresas e instituições financeiras, como o Banco Itaú, Avenue, Porto Bank e a Méliuz, reforçando o posicionamento da Liqi como parceira tecnológica para a integração segura e regulada entre o sistema financeiro tradicional e a nova economia digital.
