Livro em pré-venda pela Polícia Civil aborda os criptoativos

Assunto é lançado em livro que teve participação de 21 delegados

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Livro lançado pela Polícia Civil
Livro lançado pela Polícia Civil, Tratado Contemporâneo de Polícia Judiciária – Vol. 2 - Reprodução/umanoseditora

Um novo livro lançado pela editora Umanos chamou atenção nos últimos dias. Lançado por delegados da Polícia Civil de vários estados, o livro aborda temas comuns da realidade dos policiais, inclusive os criptoativos.

Com atribuições de policiais judiciários, as polícias civis são subordinadas aos governadores de cada estado. Sua função é manter a segurança pública, com atribuições determinadas pelo artigo 144 da Constituição Federal de 1988.

Em 2019, por exemplo, um livro chamado “Tratado Contemporâneo de polícia judiciária” já tinha sido lançado. O projeto abordava as inovações pelas quais tem passado o crime, no Brasil e no mundo. Seguindo na mesma linha, o Vol. 2 do livro irá abordar mais novidades, inclusive com crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Delegados da Polícia Civil irão lançar um livro que terá como tema os criptoativos

O escopo dos policiais civis é estadual, mas nada impede que um trabalho seja feito com a cooperação de outros estados e até federal. Neste caso, de fato, um livro que será lançado na segunda semana de julho de 2020 foi a nova “operação” feita pelos policiais.

O movimento de criar materiais teóricos sobre a inovação dos crimes acredita que é importante mostrar a realidade digital do crime. Com a participação de 21 delegados, o “Tratado Contemporâneo de Polícia Judiciária – Vol. 2” está já em pré-venda.

O livro está sendo lançado pela Umanos Editora, e está com custo de R$ 80 na pré-venda, até o lançamento previsto para a segunda quinzena de julho. No material, os policiais judiciários, e até a Polícia Federal, puderam discutir o que tem sido tendência nos crimes.

Esta nova obra Tratado Contemporâneo de Polícia Judiciária – Volume 2 é subscrita apenas por Delegados de Polícia integrantes da Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Amapá, Maranhão e da Polícia Federal.

O livro irá tratar de 21 temas principais, que terão como tema COVID-19, crimes cibernéticos, dentre outros. Um dos temas será os Criptoativos e a Investigação Criminal, ou seja, um capítulo para o tema deverá ser visto no livro feito pela Polícia Civil.

Interesse no assunto pode ter relação com pirâmides envolvendo criptomoedas

A Polícia Civil tem atuado em diversas operações no Brasil com as quais acaba lidando com as criptomoedas. Em alguns casos envolvendo pirâmides financeiras, por exemplo, é comum o envolvimento com o tema das criptomoedas, ou criptoativos, como será chamado no livro.

Alguns esquemas fraudulentos que prometem rendimentos garantidos ao mês são alvo de operações da Polícia Civil ou Federal. No ano de 2019, a Indeal e Unick Forex foram esquemas encerrados em operações da Polícia Federal, operações Egypto e Lamanai respectivamente.

Já a polícia civil tem encerrado outras operações fraudulentas de menor porte. Apenas no início de junho, as PCs de São Paulo e Rio Grande do Sul tiveram operações que envolviam criptoativos. Na quarta (3), a operação Nereu da PC-SP prendeu um líder de um esquema que envolvia Bitcoin em golpes contra idosos.

Já na última sexta (5), a PC-RS desmantelou outra pirâmide financeira que utilizava até atores para praticar os delitos. Alguns membros foram presos na Operação Faraó, em investigação apontando para lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa.

Certamente não são apenas as pirâmides financeiras que tem dado trabalho com criptomoedas, mas os casos mais famosos podem ter saído destas quadrilhas. Por fim, recentemente a Polícia Federal fez uma live sobre as criptomoedas, e o que parece, é que o tema tem tomado tempo das polícias brasileiras.

Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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