
(Foto/Divulgação)
A Polícia Civil do Estado de Sergipe integra o Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD), um evento federal que acontece na cidade de São Luís, no Maranhão, desde a terça-feira (5) e segue até a quinta-feira (7).
Delegados de diversas regiões do país unem forças para compreender o ecossistema das criptomoedas. A meta do encontro centraliza debates no impacto destes ativos nas práticas de corrupção e na ocultação de capitais.
Profissionais sergipanos marcam presença no treinamento organizado pela Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA). Murilo Gouveia, coordenador da Rede de Recuperação de Ativos (Recupera) do estado, atua nas discussões ao lado de Ruidiney Nunes e Bruno Alcântara.
Nunes e Alcântara representam a Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) durante as atividades no Nordeste brasileiro. Os debates promovem uma abordagem conjunta entre agentes de segurança pública, membros do Ministério Público, magistrados e auditores.
Esta união de esforços busca o aprofundamento prático de metodologias para a repressão aos crimes complexos. A Polícia Civil pretende fortalecer o intercâmbio de dados de inteligência com a ajuda da capacitação interinstitucional.
Tais ações aumentam a efetividade dos agentes estatais na luta contra organizações criminosas focadas em ocultação de bens. A compreensão das transações com criptoativos facilita o rastreio do dinheiro pelas polícias de todo o Brasil.
O encontro recebe organização da base da Recupera vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A Polícia Civil do Estado do Maranhão atua como parceira sede na realização das palestras técnicas e atividades práticas.
Eduardo Quadrotti, coordenador da rede na esfera federal, desponta como um dos principais articuladores das reuniões de trabalho. Bruno Aguiar, responsável pelo setor no território maranhense, colabora com a recepção das equipes ao longo da semana.
Aguiar e Quadrotti direcionam o foco técnico dos participantes para as inovações dos bandidos no universo do bitcoin. O nivelamento de conhecimento permite aos investigadores a adoção de posturas modernas e eficazes nas abordagens futuras.
Instituições de defesa social enxergam a educação continuada como a melhor arma contra as infrações no ambiente cibernético. A troca de experiências vivenciada no Maranhão encurta distâncias entre as corregedorias e as delegacias investigativas.
Além disso, o aprimoramento sobre transações em redes digitais evita falhas processuais na hora de confiscar os recursos ilícitos. Desta forma, o Brasil garante a punição aos corruptos e devolve os fundos desviados aos cofres públicos.