Noruega diz que Bitcoin é “caro demais” para substituir o dinheiro

Enquanto a Noruega é considerado um país avançado na questão do uso mais digital do dinheiro, isso ainda não envolve nenhum uso de criptomoedas ou qualquer outro tipo de moeda digital.

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A Noruega é um país bem importante para quem está observando a evolução monetária para um ambiente mais digital. O país europeu é conhecido por ser a economia mais cashless do mundo, ou seja, onde o dinheiro físico é cada vez menos usado. Mas apesar da situação de estar deixando o sistema monetário para trás, o Banco Central da Noruega acredita que o Bitcoin é caro demais para substituir o dinheiro. 

Em uma entrevista recente à Bloomberg, o presidente do Norges Bank, o Banco Central da Noruega, Oystein Olsen, afirmou que é inconcebível a ideia de que o Bitcoin possa substituir o dinheiro controlado pelo governo. Para ele, o Bitcoin é muito caro, consome muita energia e, principalmente, não tem como objetivo a estabilidade monetária. 

“O Bitcoin consome muita energia, é muito caro, mas mais importante, ele não preserva estabilidade. Digo, a propriedade e função de um banco central e a sua moeda é providenciar estabilidade no valor do dinheiro e no sistema, e isso não pode ser alcançado pelo Bitcoin.

Enquanto a Noruega é considerado um país avançado na questão do uso mais digital do dinheiro, isso ainda não envolve nenhum uso de criptomoedas ou qualquer outro tipo de moeda digital. Cerca de 4% de todos os pagamentos da Noruega são feitos através do dinheiro físico, mas ainda assim, não existe nenhum plano de utilizar uma CBDC ou sistema similar.

Já os pontos levantados pelo Norges Bank fazem parte de uma série de críticas que acompanham o Bitcoin há algum tempo. Principalmente a questão do consumo de energia que vem sendo um desafio para o criptomercado, mas que cada vez mais evolui, aos poucos ganhando a possibilidade de ser um ponte entre o consumo de energia e a projetos de energia renovável.

Apenas a questão do “Bitcoin ser muito caro” que soa distante da realidade, já que, por ser divisível em até 8 casas decimais, a possibilidade de compra de “frações” evita que seja “caro demais entrar no criptomercado” independente do nível de preço.

Enquanto o setor público não parece estar muito interessado nas criptomoedas, principalmente no Bitcoin, recentemente a moeda foi um dos grandes investimentos de um grande investidor do país. 

Enquanto isso outros países correm para desenvolver suas moedas digitais de bancos centrais. Nessa corrida, quem está na frente é a China, com o sua já avançada Yuan Digital e também a Suécia, país europeu que anunciou sua CBDC já no ano passado. 

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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