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Novo ETF reúne Bitcoin com Ouro e metais preciosos para investidores

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Uma das maiores criadoras de ETF do mercado cripto, a Bitwise divulgou um novo produto que rastreia o preço do bitcoin, prata e do ouro, além de outros ativos como ações de mineradoras e metais preciosos.

Com amplo portfólio de diversificação, o produto lançado no dia 22 de janeiro se apresenta como uma solução contra a perda de valor das moedas fiduciárias. Chamado Bitwise Proficio Currency Debasement ETF (NYSE: BPRO), o produto financeiro já está listado no mercado de valores.

Durante décadas, os investidores confiaram em uma combinação simples de ações e títulos para proteger seu patrimônio, mas essa estratégia tradicional está enfrentando dificuldades em uma era de rápida expansão monetária“, disse Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise.

Ao combinar a escassez histórica do ouro com a escassez digital moderna do bitcoin, o BPRO oferece uma nova e poderosa maneira de se proteger contra a persistente desvalorização das moedas fiduciárias. Acreditamos que essa abordagem com ‘ativos tangíveis’ é a peça que faltava para a carteira moderna“, seguiu explicando o executivo em nota ao público.

Ativos que valorizam com a depreciação da moeda fiduciária

O BPRO adota uma estratégia de investimento ativa, direcionada para ativos que se valorizam com a desvalorização das moedas fiduciárias. Entre esses ativos estão o bitcoin, ouro, prata, outros metais preciosos e ações de empresas mineradoras.

O fundo irá ajustar suas exposições à medida que as condições de mercado evoluírem, assegurando que o portfólio seja orientado pela expertise da Bitwise em ativos digitais e pela vasta experiência da Proficio em metais preciosos.

Assim, a estratégia busca ter uma exposição mínima de 25% em ouro, com diversificação em prata, paládio, platina e ações de mineradoras. Além disso, quer manter o bitcoin como a única moeda digital no portfólio, oferecendo uma solução ampla aos investidores.

Apesar de seu desempenho estelar, o ouro continua sendo um fantasma nas carteiras de investimento modernas. De acordo com o Goldman Sachs, os ETFs de ouro representam apenas 0,17% dos ativos financeiros privados, o que significa que o ativo ainda é notavelmente subvalorizado“, disse Bob Haber, CIO da Proficio.

A desvalorização da moeda não é apenas um risco teórico; é um imposto ativo sobre cada dólar que um investidor economiza. O BPRO representa a evolução de nossa missão de preservação de patrimônio, alternando entre metais preciosos e reservas de valor digitais para ajudar a fornecer uma proteção flexível à medida que o poder de compra das moedas globais continua a se deteriorar“, finalizou seu comentário.

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Bruno Costa

Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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