Paraguai revela compra de sistema para rastrear criptomoedas e reforçar fiscalização tributária

Comentários do diretor da DNIT acontecem após Paraguai implementar nova resolução que obriga declaração completa de criptomoedas por contribuintes

O governo do Paraguai revelou nesta segunda-feira (16) a compra de um sistema de monitoramento e controle de criptomoedas. Na semana passada, a DNIT (Dirección Nacional de Ingresos Tributarios) publicou novas regras para declaração desses ativos digitais.

Em conversa com o portal ABC do Paraguai, Óscar Orué, diretor do DNIT, afirmou que o principal objetivo é tributário. No entanto, também destacou que o sistema poderá ser usado no combate ao crime organizado.

Embora o Paraguai apareça na 75ª posição do ranking de adoção de criptomoedas publicado pela Chainalysis em 2025, o país é um forte polo da mineração mundial de Bitcoin.

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Autoridade paraguaia diz que operações com criptomoedas são significativas no país

A nova resolução do Paraguai sobre as criptomoedas gerou interesse local, mas também no Brasil. Como exemplo, Renato Amoedo, brasileiro especialista em criptomoedas que recentemente se mudou para o país vizinho, gravou um vídeo falando sobre o tema.

Nesta segunda-feira (16), Óscar Orué, diretor do DNIT, trouxe mais informações sobre a mudança.

“Há um movimento muito importante por meio desse instrumento e também a possibilidade de evasão. O que fizemos foi estabelecer a obrigação dos contribuintes se registrarem e declararem esses movimentos.”

Seguindo, ele explica que ganhos de capital são tributáveis em 10% no país. Indo além, Orué fala sobre a existência de uma multa de 1 milhão de guaranis (cerca de R$ 800) pela não-declaração, bem como a cobrança do valor sonegado e uma taxa sobre este valor.

“Compramos um sistema de verificação e controle de criptoativos que nos permite fazer a rastreabilidade dos movimentos.”

Embora a maioria das criptomoedas seja transparente, permitindo a visualização de saldos e histórico de transferências, elas são pseudoanônimas, necessitando do auxílio de ferramentas adicionais e capacitação técnica para a identificação das movimentações feitas por determinada pessoa ou empresa.

Sem citar números, o diretor da DNIT afirma que as operações de criptomoedas no país são significativas economicamente.

Além do uso pelo usuário final, atualmente o Paraguai abriga o quarto maior número de mineradores de Bitcoin do mundo, segundo dados do site HashrateIndex, ficando atrás somente de EUA, Rússia e China.

Sistema paraguaio de monitoramento de criptomoedas também será usado no combate ao crime organizado

Finalizando sua conversa, Óscar Orué afirma que o DNIT também estará usando o sistema de monitoramento de criptomoedas para auxiliar o combate ao crime organizado.

“Paralelamente, é possível colaborar com as instituições de segurança no que diz respeito a movimentações de criptoativos dentro do crime organizado.”

Independentemente disso, o principal objetivo não é investigar lavagem de dinheiro, mas sim “controle tributário, verificar quem declara e, posteriormente, realizar os controles”.

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Henrique HK
Henrique HKhttps://github.com/sabotag3x
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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