Polícia Civil cumpre mandados contra Agro SA

Empresa recebeu stop order da CVM em 2021.

Agentes da Polícia Civil de São Paulo cumprindo mandados contra Agro SA
Agentes da Polícia Civil de São Paulo cumprindo mandados contra Agro SA /Reprodução

A Agro SA, empresa suspeita de ser uma pirâmide financeira, foi alvo de mandados de prisão na manhã de quarta-feira (16), pela polícia civil de São Paulo.

Em abril de 2021, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicou um alerta contra a Agro SA, “oferecendo no Brasil serviços de intermediação de valores mobiliários e se apresentando como Agente Autônomo de Investimentos sem que tenha autorização“.

A empresa mostrava a logomarca da CVM e B3 em seu site, indicando para clientes que tinha legalidade no mercado nacional. Além disso, informava ter 28 anos de mercado, com uso de um CNPJ investigado pelas autoridades, sendo esses possíveis esquemas para passar legalidade a investidores.

Polícia Civil cumpre mandados em endereços ligados a Agro SA em Campinas, São Paulo, Santos e mais cidades do estado

Suspeita de causar prejuízos de R$ 300 milhões, a Agro SA foi alvo da Polícia Civil de São Paulo nesta quarta. Foram cumpridos 13 mandados contra líderes da empresa em seis municípios, sendo eles São Paulo, Campinas, Santos, Itu, Indaiatuba e Jundiaí.

A empresa de capital social de R$ 80 milhões oferecia planos de investimentos e usava até a imagem do Bitcoin, prometendo rendimentos associados a contratos com clientes.

Imagem de Rendimentos em empresa suspeita de operar esquema de pirâmide
Agro S/A e promessas de rendimentos a investidores – Reprodução

Durante a operação batizada “Quéops”, segundo informações divulgadas pelo portal Policial Padrão, foram apreendidos celulares, documentos, computadores, notebooks, pendrives, sendo todo material agora levado para análise.

A investigação se concentra em esclarecer o uso fraudulento de um CNPJ antigo, adquirido pela empresa apenas para captar investidores. O combate da nova operação concentra em esclarecer o crime organizado e a prática de estelionato, mediante pirâmide financeira.

Uso de famosos para captar investidores

No início de 2021, o fundador da Nord Research denunciou o esquema dessa empresa, que consistia em oferecer vários produtos de investimentos, mas sem nenhuma autorização para isso. No Brasil, a CVM fiscaliza o mercado e meses mais tarde emitiu o alerta contra o negócio.

Ao permitir o depósito e saques em Bitcoin, essa empresa chamou atenção em 2020 ao comparar seus supostos rendimentos com vários ativos, deixando claro que só não superava a maior moeda digital em rentabilidade.

Empresa dizia ser muito rentável, só perdentdo para o Bitcoin
Agro SA Investimentos dizia ser muito rentável, só perdentdo para o Bitcoin /Instagram

E com essa narrativa, a empresa se posicionava como uma solução de blindagem contra crises financeiras, visto que o Agronegócio era parte de sua atividade para supostamente rentabilizar o dinheiro dos clientes. Ao que tudo indica, contudo, os novos clientes pagavam os antigos, no clássico esquema de pirâmide financeira.

Para convencer a entrada de novas pessoas, até o cantor Léo Chaves e o jornalista Alexandre Garcia foram convidados a participar de uma conferência da empresa, uma forma de usar a imagem de personalidades para passar credibilidade.

Conferência Agro SA
Conferência Agro SA /Reprodução

A polícia civil ainda não se manifestou publicamente sobre a operação e não está claro se todos os alvos foram detidos até o fechamento dessa matéria.

O canal Verdades que Chocam divulgou um vídeo que mostra a chegada dos policiais em dos endereços alvos da operação.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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