Polícia derruba duas fazendas de mineração de criptomoedas no Distrito Federal

Com roubo de energia em duas casas na região urbana e rural do DF, polícia civil procura o suspeito vinculado aos endereços

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 30ª Delegacia de Polícia, desarticulou na última semana um esquema de furto de cabos e energia elétrica na região rural de São Sebastião.

Segundo as autoridades, os criminosos utilizavam a infraestrutura desviada para alimentar fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas instaladas em imóveis urbanos e rurais.

As investigações começaram há 45 dias e, de acordo com o delegado responsável, Ronney Augusto Matsui, “eles (os criminosos) movimentavam, em cada uma, R$ 100 mil em desvio de furto de energia por mês“, disse para o Correio Braziliense.

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A autoria imediata do crime já foi identificada, confirmou a PCDF em nota, mas as diligências continuam para localizar o principal suspeito da organização.

No primeiro dia da ação, ocorrido na última quarta-feira (7), os agentes localizaram o primeiro imóvel no Núcleo Rural Cava de Baixo. No local, a perícia do Instituto de Criminalística (IC) confirmou que a energia furtada sustentava a operação ininterrupta dos equipamentos digitais, evidenciando o uso de tecnologias para dificultar o rastreio do lucro do crime.

Apreensão de hardware de mineração de criptomoedas e prejuízo aos cofres públicos com roubo de energia

Durante a segunda fase da ofensiva, já no dia 8 de janeiro, os policiais identificaram um novo espaço com 47 equipamentos de mineração ativos. Cada unidade de processamento (conhecida como miner) possui avaliação de mercado em torno de R$ 5 mil, o que eleva o valor dos itens apreendidos para quase R$ 250 mil apenas nesta unidade de São Sebastião.

O impacto financeiro do grupo criminoso revela uma estrutura de grande porte aplicada ao mercado ilícito.

Além do furto de energia, os investigados subtraíam cabos de transmissão de dados e telefonia, prejudicando o fornecimento de serviços essenciais para a população local.

A Polícia Civil agora analisa os vestígios digitais encontrados nos dispositivos para mapear o destino dos criptoativos minerados. Tudo indica que os criminosos buscavam anonimato ao operar à margem do sistema financeiro tradicional com o uso de recursos públicos desviados para sustentar a infraestrutura de computação.

As autoridades identificaram Roberio de Oliveira Rocha, disse o Correio, como o mentor das operações clandestinas na capital federal. Ele segue sendo procurado pelas equipes policiais após as batidas que resultaram no encerramento das atividades das usinas clandestinas de mineração de criptomoedas tanto na zona rural quanto em áreas urbanas.

Além dos crimes patrimoniais, a PCDF abriu frentes de investigação sobre eventual esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O objetivo é descobrir se a comercialização do produto do crime — as criptomoedas mineradas — servia para financiar outras atividades delitivas ou para ocultar patrimônio ilícito dos envolvidos.

Vale o destaque que minerar bitcoin no Brasil não constitui uma prática ilegal, mas o uso de métodos fraudulentos para abastecer os equipamentos atrai sanções severas da legislação nacional.

A 30ª DP prossegue com as diligências para identificar e responsabilizar outros possíveis participantes que garantiam a sustentação logística desta infraestrutura criminosa.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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