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Polícia desarticula esquema que ocultou R$ 79 milhões com uso de criptomoedas e bloqueia fundos em corretoras

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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Eixo na sexta-feira (10), uma investida que buscou desarticular um esquema focado na ocultação de capital ilícito com criptomoedas e vários outros bens.

Agentes de segurança cumpriram 96 mandados judiciais em vários estados brasileiros para conter o crime. O foco central da ação recaiu sobre um grupo dedicado ao tráfico de drogas no país.

Desta forma, os investigadores buscaram bloquear até R$ 1 bilhão em contas bancárias diversas. As medidas atingiram valores alocados em corretoras e saldos retidos em criptoativos.

A justiça decretou a indisponibilidade de bens de 49 suspeitos específicos na investigação. Carros de luxo e imóveis integraram a lista de itens retidos pelas autoridades estaduais.

Além disso, as ordens judiciais envolveram prisões temporárias para 40 alvos pelo prazo de um mês. Mais de 50 locais passaram por buscas para recolher provas materiais do caso em questão.

A operação policial revelou uma estrutura articulada para esconder o dinheiro fruto de delitos. Os envolvidos utilizaram diversas empresas de fachada e contas bancárias em nome de terceiros.

Criptomoedas como parte da ocultação de bens

Transferências com valores padronizados ajudaram a dificultar o rastreamento financeiro nos bancos tradicionais. Uma única conta investigada movimentou mais de R$ 79 milhões em um curto espaço de tempo.

O uso de criptomoedas facilitou a pulverização dos recursos obtidos de forma ilícita nas ruas. Saques massivos em espécie também fizeram parte da estratégia adotada pela organização investigada.

As diligências ostensivas ocorreram em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus. Todo o trabalho contou com o apoio de corporações de outras unidades da federação.

Conexões criminosas internacionais

Cidadãos estrangeiros apareceram na mira dos investigadores brasileiros nesta etapa do processo criminal. Dois colombianos e um venezuelano integraram a extensa lista de procurados da ação policial.

Um dos colombianos já estava preso na Europa por envolvimento contínuo com grupos ilícitos. Outro suspeito continuou detido pelas autoridades policiais no seu país de origem na América do Sul.

Os trabalhos começaram no ano de 2024 em uma delegacia do Distrito Federal. Policiais notaram movimentações atípicas para abastecer o mercado proibido na região central do país.

Além disso, a equipe de policiais registrou viagens de suspeitos para treinos táticos com armas pesadas. Toda a conexão com grupos de outras partes do Brasil ficou evidente na apuração dos dados.

Esta quadrilha rivalizou com outras facções pelo domínio da logística interestadual de transportes clandestinos. As prisões tentaram enfraquecer o poder financeiro dessas organizações nas vias públicas.

Diversas cidades entraram na rota dos investigadores para o cumprimento rigoroso das ordens legais. Equipes realizaram incursões surpresas em municípios de Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Extensão territorial das buscas

Os policiais visitaram endereços alvos em cidades como Guarujá, Foz do Iguaçu e Uberlândia. O Distrito Federal concentrou ações específicas em regiões como Samambaia e Vicente Pires.

A execução do plano exigiu a colaboração de várias polícias civis pelo país afora. Equipes da Divisão de Operações Especiais prestaram apoio tático para evitar confrontos armados nas abordagens.

Os grupos criminosos abriram firmas falsas com baixo tempo de operação comercial no mercado. As empresas careciam de capacidade operacional para justificar os altos valores declarados nos impostos oficiais.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci