
(Foto/PFA)
O Departamento Federal de Investigações (DFI) da Polícia Federal Argentina (PFA) desarticulou uma organização criminosa na quarta-feira (19).
A quadrilha utilizava dados de cidadãos em vulnerabilidade para movimentar 27 bilhões de pesos argentinos em esquemas incluindo até criptomoedas.
Os agentes cumpriram ordens judiciais expedidas pela Justiça da cidade de La Plata e prenderam três pessoas acusadas de liderar os trabalhos ilícitos.
A operação policial ocorreu sob a coordenação do Ministério da Segurança Nacional após investigações iniciadas no primeiro semestre deste ano.
De acordo com o inquérito, os suspeitos abordavam pessoas de baixa renda e pagavam quantias em dinheiro pela captura de fotos e dados biométricos. Essas informações pessoais serviam para a abertura de contas bancárias e carteiras digitais sem o controle real dos titulares.
A organização criminosa mantinha o controle exclusivo dos telefones, e-mails e senhas vinculadas aos registros das vítimas.
Os valores transferidos para essas contas passavam por saques velozes para dificultar o rastreio das autoridades.
Parte expressiva do capital ilícito tinha origem na exploração de jogos de azar em um cassino ilegal na internet.
Desta forma, o grupo dispersava o montante por meio de terminais de pagamento, operações fictícias de arbitragem e negociações com criptomoedas.
Uma mulher integrava a equipe com a tarefa de recrutar as vítimas nas ruas e obter os registros de identificação.
Dois homens cuidavam da gestão técnica das contas e da circulação do dinheiro pelo ecossistema financeiro.
As equipes policiais localizaram nove endereços ligados aos investigados nas províncias de Buenos Aires e Córdoba. O Juizado de Garantias determinou o cumprimento das buscas com o apoio de unidades táticas especializadas.
Os policiais confiscaram uma arma de fogo de calibre nove milímetros durante as diligências nos imóveis alvos da ação.
Esse armamento motivou uma acusação adicional contra os envolvidos por posse ilegal de arma de guerra.
Além do revólver, os agentes recolheram dezessete celulares, um carro de luxo, computadores, maquininhas de cartão e dezenas de mídias de armazenamento.
O total recolhido inclui valores em dinheiro vivo de quatro países diferentes, com destaque para quantias em pesos locais e dólares.
Os três suspeitos detidos são cidadãos argentinos, adultos e estão sob custódia da Justiça pela acusação de associação ilícita.
A fiscalização penal busca agora identificar outros membros que financiavam ou comandavam o topo da rede criminosa.
As apurações policiais prosseguem para neutralizar a estrutura de lavagem de capitais e bloquear outros canais de ocultação patrimonial.
Desta forma, os investigadores pretendem recuperar bens e impedir a continuidade de fraudes financeiras com criptoativos.