Possível pirâmide que gerou prejuízo de R$ 2 mi é investigada pela Polícia de Uberlândia

Dono da Axe Trader e outras seis pessoas estão sendo investigadas

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Foto: Reprodução/TV Integração
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A Polícia Civil de Uberlância, em Minas Gerais, abriu um inquérito para investigar a Axe Trader, empresa mineira que oferecia lucros mensais de até 15% obtidos por meio de investimentos no mercado financeiro. A informação é da Globo.

Segundo o delegado do 9º Departamento de Policia Civil de Uberlândia, Marcos Tadeu de Brito, que investiga o caso, a empresa pode ter gerado prejuízo de pouco mais de R$ 2 milhões aos investidores. Um deles chegou a investir R$ 380 mil.

“De 10 a 12 pessoas, que acreditaram no dinheiro e no lucro fácil, já nos procuraram trazendo a notícia desse ‘pseudo crime’ ou golpe financeiro que ocorreu aqui na nossa cidade. Nosso levantamento dá algo em torno de R$ 2,2 milhões”, disse Tadeu.

Investidor da Axe Trader diz que caiu no conto do vigário

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O cliente que investiu R$ 380 mil disse à reportagem da Globo que procurou informações sobre a Axe Trader e até conversou com outros investidores, mas acabou caindo no “conto do vigário”.

“Pro ‘cê’ investir um capital desse, você na verdade tem que investigar a empresa de cabo a rabo, CNPJ, CPF do proprietário e isso eu fiz.

Conversei com várias pessoas que estavam investindo há bastante tempo e eles estavam pagando certinho. E aí fui pegando confiança e acabai colocando o dinheiro. Só que quando coloquei o dinheiro, acabei caindo no conto do vigário”, disse.

Segundo a vítima, o investimento foi feito em agosto deste ano e a primeira parcela deveria ser paga já no mês seguinte, conforme promessa da empresa, mas não foi isso que aconteceu. “Eles foram enrolando, enrolando e enrolando”.

Dono da Axe Trader e outras seis pessoas estão sendo investigadas

A reportagem mostrou que a empresa, que afirmava vender cursos de day trade, está fechada desde o final de novembro.

O proprietário é Ronan Cassiano da Silva, famoso no mercado financeiro. Além dele, outras seis pessoas ligadas ao negócio também estão sendo investigadas pela polícia mineira.

Em nota divulgada à reportagem da Globo, a defesa de Silva disse que os pagamentos atrasados serão feito em até quatro meses. Para que isso ocorra, falou, os clientes precisam enviar e-mail para a empresa com os dados pessoais.

Informou, ainda, que já protocolou no Ministério Público e na Polícia Civil os documentos dos responsáveis pela empresa e já entregou até o passaporte deles.

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Lucas Marins
Lucas Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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