Presidente do CaixaBank defende regulação das criptomoedas

Presidente executivo do banco português acredita que mercado deve ser melhor averiguado.

Fachada do CaixaBank
Fachada do CaixaBank em Valência, na Espanha

O presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, defendeu a regulação das big techs e das criptomoedas, dois setores em alta nos últimos anos. De acordo com ele, mesmo com um excesso de normas, é preciso cuidar e normatizar ambos os setores.

Essa nova campanha chama atenção em Portugal, país que até então viu um cenário promissor para o mercado de criptomoedas.

Com baixa tributação, Portugal é considerado um paraíso fiscal das criptomoedas na Europa, atraindo empresas e moradores para a região. Recentemente, um projeto quase acabou com essa realidade, mas acabou sendo derrubado.

De qualquer forma, a pressão segue no país com grandes empresários defendendo mais pressão sobre tecnologia.

Presidente do CaixaBank defende a regulação das criptomoedas

Em entrevista ao Expresso de Portugal, Gonzalo Gortázar falou sobre vários temas que ele acredita serem importantes em seu país atualmente.

Um deles acabou sendo sobre regulação, em que ele admite que o Banco Central Europeu (BCE) tem feito muita pressão sobre os bancos. Com o excesso de normas, o empresário acredita que a autoridade tenta evitar um novo cenário de crise financeira como foi a do subprime, em 2008.

Contudo, mesmo com o excesso de normas, as criptomoedas e big techs deveriam ter mais regulação, defendeu o presidente do CaixaBank, banco espanhol atuando em Portugal também. As chamadas big techs são as grandes empresas de tecnologia, como Facebook, Google, entre outras.

Essa fala vem em meio a uma forte queda das criptomoedas nos últimos meses, além do colapso de grandes empresas do setor.

No passado, o CaixaBank já selecionou empresas do mercado de criptomoedas em busca de inovações, além de dar suporte à tecnologia blockchain desde 2020.

Bancos europeus crescem a pressão sobre criptomoedas

As criptomoedas são formas novas de dinheiro que ainda não são bem vistas pelos bancos do mundo. No Brasil, por exemplo, ainda que os bancos demonstrem um interesse crescente pelo setor, ainda há várias disputas na justiça com corretoras de moedas digitais, inclusive no Cade.

No Velho Continente então a realidade é similar, visto que cada vez mais bancos locais falam contra o setor. A pressão é tanta que recentemente o BCE culpou as criptomoedas pela alta inflação e fez um alerta de crash, mesmo após grande emissão de dinheiro pela autoridade.

Ou seja, as falas do diretor-executivo do CaixaBank contra o Bitcoin e demais criptomoedas seguem a linha do banco central europeu, que espera criar regras duras para o setor e ataca os fundamentos dessas moedas, inclusive chamando essas de “esquema ponzi” e “utopia anarquista“.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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