
(Foto/Reprodução)
A empresa de segurança cibernética Check Point publicou um relatório de ameaças digitais para a Copa do Mundo, em um documento que detalha o crescimento documentado de golpes financeiros focados no ecossistema de criptomoedas em todo o planeta.
A proximidade do torneio de futebol, que começa na próxima quinta-feira (11), desperta o interesse de criminosos ávidos por lucrar com a empolgação dos torcedores. Desta forma, grupos de golpistas criam projetos fraudulentos de moedas e tokens de fãs para atrair o capital de vítimas inexperientes.
O ativo digital conhecido pelo código $WORLDCUP desponta como um dos principais alvos de alerta dos pesquisadores, na rede Solana. A equipe de análise identificou indícios claros de fraude e manipulação de preços nessa iniciativa lançada em maio.
Os golpistas garantem lucros fora da realidade e recompensas financeiras por indicações de novos usuários em plataformas de redes sociais.
Nesse cenário, o relatório equipara essas táticas aos clássicos esquemas de pirâmide desenvolvidos para lesar o cidadão comum de boa fé.
A ausência de desenvolvedores conhecidos e a falta de auditorias de segurança evidenciam o elevado risco dessas aplicações. Tais moedas sofrem com baixa liquidez e apresentam fortes oscilações de preço induzidas pelos próprios criadores dos projetos.
O golpe atinge o limite quando os fraudadores removem todo o dinheiro do mercado de forma bruta e veloz, prática conhecida como rug pull. Por consequência, o “drible” deixa os torcedores com moedas sem qualquer valor comercial em suas carteiras de proteção de capital.
A federação internacional de futebol repudia a criação de moedas em seu nome e não aprovou projetos financeiros para a edição 2026. Assim, qualquer plataforma com ofertas de produtos em nome da entidade atua de forma criminosa para roubar os usuários.
Os ataques englobam a negociação de falsos itens colecionáveis, os NFTs, atrelados aos times do principal torneio mundial de futebol. Além disso, o objetivo oculto dessas campanhas envolve induzir o fã a instalar aplicativos nocivos em seus aparelhos de celular.
Por fim, o cenário impõe atenção redobrada das grandes corretoras de criptoativos em plena operação de balcão no mercado global, uma vez que as plataformas enfrentam uma sobrecarga de trabalho para barrar listagens ruins e mitigar perdas de clientes e parceiros.