A corte do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de liberdade para uma suspeita de fraudes financeiras na quarta-feira (6). O magistrado Nunes Marques assinou a decisão contra a integrante do esquema internacional.
Victoria atuava como secretária em um grupo focado em aplicar o chamado golpe do falso day trade. A suspeita confessou o trabalho com os criminosos por indicação de um homem chamado Rafael.
Investigadores apontam a criação de empresas corretoras de criptomoedas falsas para atrair pessoas interessadas em lucros fáceis. O grupo enganou quase mil vítimas com promessas mentirosas no mercado de capitais.
Decisão do STF expõe golpe milionário com criptomoedas
Desta forma, os golpistas montaram uma central de atendimento com telefones brasileiros para simular operações legais. Clientes recebiam acessos para plataformas falsas e visualizavam transações financeiras inexistentes nas telas.
Membros da quadrilha incentivavam os alvos a colocar mais capital para reverter perdas forjadas no sistema. Os bandidos bloqueavam os contatos das pessoas após secar todos os recursos disponíveis nas contas.
Além disso, a fraude resultou no roubo e na evasão de divisas na casa dos R$ 16 milhões. Os criminosos usaram diversas criptomoedas para enviar o dinheiro ilícito para contas no exterior.
A defesa de Victoria tentou revogar a prisão com o argumento de desconhecimento das fraudes. Os defensores alegaram a ausência de provas sobre a participação da mulher nas ações da firma.
Mandado de prisão internacional busca conter evasão
Marques rejeitou os pedidos e manteve a ordem de segregação cautelar para proteger a ordem pública. O ministro destacou a validade da ação baseada nas provas colhidas pela investigação federal.
A acusada traduzia textos e elaborava os contratos repassados aos falsos clientes da plataforma. O juiz considerou estas tarefas como bases centrais para o funcionamento da estrutura de roubos.
Investigadores descobriram a fuga da secretária para outro país após o avanço das apurações do caso. Autoridades acionaram o alerta vermelho da polícia global para efetuar a captura da fugitiva.
A presença da brasileira no exterior justifica a necessidade de manter a ordem ativa. O poder judiciário busca garantir o andamento da fase de instrução criminal sem novos obstáculos.
Vale lembrar que o golpe investigado com a brasileira foragida criou um call center que atendia várias vítimas ao mesmo tempo, uma estrutura criminosa ampla que lesou inúmeras pessoas.

