TCU aprova condução do Drex e cobra foco em privacidade e blockchain

Auditoria do Tribunal de Contas conclui que Banco Central segue boas práticas, mas alerta para desafios na proteção de dados dos usuários

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu nesta quinta-feira (12) a primeira avaliação oficial sobre o desenvolvimento do Drex. A auditoria fiscalizou o trabalho do Banco Central e aprovou a gestão do projeto até o momento.

O órgão de controle, contudo, apontou a necessidade de ajustes pontuais e criou listas de verificação obrigatórias para garantir a segurança da futura moeda digital brasileira.

O relatório do ministro Jhonatan de Jesus destaca o alinhamento da iniciativa com os padrões globais de governança para Moedas Digitais de Banco Central (CBDCs). Apesar dos elogios, a análise técnica identificou desafios cruciais ainda pendentes publicados no acórdão completo.

🛡️Aprenda a proteger seus bitcoins sem depender de terceiros. 👉 Treinamento de auto custódia. 🟠Receba consultoria em Bitcoin com os maiores especialistas do mercado.

A maior preocupação recai sobre a privacidade dos dados dos cidadãos e a segurança cibernética, pontos que exigem definição detalhada antes do lançamento público.

O tribunal determinou que a autoridade monetária envie relatórios periódicos sobre o progresso dessas questões. O objetivo da fiscalização preventiva é evitar falhas estruturais e assegurar que o sistema suporte a demanda sem riscos à estabilidade financeira do país.

Promessa do Drex é a tokenização completa do mercado financeiro do Brasil e incorporar o Pix como meio de pagamentos

A implementação do Drex promete revolucionar o mercado por meio de “contratos inteligentes”. Essa tecnologia permite a execução automática de acordos sem a necessidade de intermediários caros. O uso de dinheiro programável também deve facilitar transações internacionais e aumentar a eficiência do sistema de pagamentos.

O foco atual do Banco Central envolve testes com a tecnologia de registros distribuídos (DLT), a mesma base das criptomoedas. A fase de pilotos serve para provar se essa arquitetura consegue lidar com o volume massivo de operações do varejo brasileiro.

Para auxiliar nesse processo, o TCU elaborou dois guias de controle. O primeiro foca nas melhores práticas para o desenvolvimento da moeda digital em si.

Além disso, o segundo aborda especificamente o uso seguro de blockchain. O Banco Central deverá utilizar essas listas como bússola para as próximas etapas de implementação.

Compre Bitcoin e criptomoedas no maior banco de investimentos da América Latina. Acesse Mynt.com.br

👉Entre no nosso grupo do WhatsApp ou Telegram| Siga também no Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Google News.

Leia mais sobre:
Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

Últimas notícias