Tecnologia blockchain rastreia produção de cacau em novo projeto na Bahia

Produtores rurais integram registros em rede distribuída para comprovar a origem limpa das safras regionais

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentou um plano de recuperação florestal na terça-feira (14). O lançamento ocorreu na cidade de Ilhéus para fortalecer a safra de cacau na região sul da Bahia, que pode ganhar até um reforço da tecnologia blockchain.

Desta forma, o projeto inclui a tecnologia para vigiar todo o trajeto do fruto desde a colheita. Os idealizadores contam com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Essa iniciativa possui recursos financeiros oriundos do Fundo Global para o Meio Ambiente. A ideia central estimula o cultivo das plantações sob a sombra das árvores nativas da Mata Atlântica.

Tecnologia blockchain e o rastreio do cacau da Bahia

A ferramenta digital guarda os passos da cadeia produtiva com alto grau de segurança contra fraudes documentais. Tais sistemas auxiliam a atestar a procedência das amêndoas para os compradores finais do doce.

Além disso, a autarquia estatal prepara a criação do Centro de Inteligência Territorial (CTI). Esse novo núcleo vai observar os cenários das paisagens em tempo real para orientar os trabalhadores das fazendas.

O molde adotado ratifica a origem limpa do cacau e agrega valor aos itens na prateleira comercial. As medidas ajudam a propagar o modelo chamado cabruca nos ambientes de negócios dentro e fora do Brasil.

Foco no produtor rural e na floresta

A ação vai abranger cerca de três mil produtores campestres reunidos em consórcios na área litorânea baiana. Metade deste público será composta por mulheres e jovens em busca de espaço no campo de trabalho.

Logo, a estratégia promove a sucessão rural com incentivos claros para o avanço das novas gerações familiares. O diretor do órgão do governo expôs os desdobramentos das mudanças no panorama agrícola da nação.

Thiago Guedes citou a força da agricultura unida para garantir o futuro do setor de alimentos mundiais. Guedes destacou o formato de plantio alicerçado na atividade produtiva mesclada com a conservação da flora.

Recuperação de áreas com metas ambientais

Os participantes pretendem restaurar 12 mil hectares de terras voltadas ao extrativismo no formato de cabruca. O escopo das ações envolve aprimorar o monitoramento em outras zonas ecológicas com um total de 203 mil hectares.

As autoridades estimam impedir o escape de 3,72 milhões de toneladas de gases estufa no ar comum. O representante da agência internacional julgou o bioma nacional como um local de zelo para todo o planeta.

Jorge Meza relatou a convivência harmônica entre o progresso agrário e o resguardo das espécies de plantas. Meza sinalizou o formato produtivo do Brasil como um método capaz de ganhar espaço em outros continentes.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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