Tesla mantém bitcoin como tesouro, mas registra prejuízo em posição
29/01/2026 14:11 14:11
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(Foto/Reprodução)
A companhia Tesla (NASDAQ: TSLA) divulgou seus últimos resultados de 2025 com a indicação de que mantém seu bitcoin adquirido em 2021 como parte do tesouro da empresa. A informação consta em um documento protocolado junto à CVM dos EUA, a SEC, na quarta-feira (28), que mostra a realidade do último trimestre da companhia em 2025 e o consolidado do ano.
No relatório apresentado aos investidores (Form 10-K), a companhia de Elon Musk registrou uma despesa líquida de US$ 419 milhões na categoria “Outras receitas (despesas)” para o ano encerrado em 31 de dezembro de 2025.
O número representa uma reversão em comparação ao ano anterior (2024), quando a empresa havia registrado um lucro de US$ 695 milhões nessa mesma métrica.
Tesla divulga balanço negativo por volatilidade de bitcoin e câmbio em Outras Despesas (Foto/ IR Tesla).
A variação com prejuízo de US$ 1,11 bilhão entre os resultados de 2024 e 2025 não significa necessariamente que a Tesla vendeu seus Bitcoins com prejuízo, mas sim que o valor contábil dos ativos flutuou.
Segundo a nota explicativa do documento, a queda foi impulsionada principalmente pela “marcação a mercado (mark-to-market) em nossos ativos digitais de bitcoin e flutuações nas taxas de câmbio de moedas estrangeiras em nossos saldos intercompanhia“.
Desde 1º de janeiro de 2024, a Tesla adota a norma contábil ASU 2023-08. A regra exige que as empresas registrem o valor justo de seus bitcoins a cada trimestre.
Assim, se o preço do Bitcoin cai no fechamento do período em relação ao anterior, a empresa deve reconhecer essa “perda de papel” imediatamente no balanço, mesmo que mantenha as moedas em carteira (HODL).
Além disso, o relatório também cita que a Tesla possui saldos significativos entre suas subsidiárias globais e não costuma fazer hedge (proteção) de risco cambial.
Ou seja, a empresa está sujeita a grandes flutuações de ganhos e perdas cambiais período a período, o que somado ao Bitcoin, resultou no prejuízo contábil reportado.
Elon Musk defendeu bitcoin publicamente em outubro de 2025: “impossível falsificar”
Com um resultado negativo no consolidado de 2025, muitos investidores poderiam questionar a razão da Tesla ainda manter bitcoin em seu tesouro.
Mas em outubro de 2025, o bilionário CEO Elon Musk defendeu a moeda digital, ao apontar que é impossível de se falsificar. Ou seja, uma moeda muito mais segura que outras emitidas por bancos centrais, que também estão no balanço da empresa.
Com lastro na energia, um dos principais negócios da Tesla, o bitcoin segue sob atenção das maiores companhias do mundo como uma reserva de valor sólida no longo prazo.
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Bruno Costa
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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