
Lupa com criptomoedas, destaque para o Bitcoin.
A TRM Labs, empresa de análise e segurança on-chain, anunciou nesta terça-feira (13) o lançamento da TRM Deconflict. A ferramenta busca integrar investigações feitas por diversas agências no mundo todo.
Isso evita que polícias percam tempo investigando o mesmo caso. Pelo contrário, a ferramenta agora permite que eles atuem em conjunto.
Segundo a própria TRM, hoje mais de 500 agências usam a TRM Deconflict Network (antigamente Interested Investigators) para coordenar mais de 8.500 eventos onde duas ou mais agências estavam investigando o mesmo caso.
A nova ferramenta, TRM Deconflict, visa facilitar anida mais este processo.
Como exemplo, é possível que uma agência sinalize um endereço para indicar que está trabalhando nele e, caso outra faça o mesmo, a TRM facilita a coordenação entre elas para evitar duplicação e trabalhar em conjunto.
“Você não precisa ser cliente da TRM para participar.”
“O TRM Deconflict está aberto a qualquer agência de aplicação da lei verificada — independentemente das ferramentas que você use atualmente”, explica a empresa. “Ao sinalizar endereços nessa rede compartilhada, você ajuda a garantir que nenhuma conexão seja perdida — fortalecendo a defesa coletiva da indústria contra o crime viabilizado por criptomoedas.”
A ferramenta está disponível para agentes locais, estaduais, federais e internacionais.
Dentre os usos da TRM Deconflict estão a verificação de endereços de criptomoedas, visualização de relatórios enviados pelas próprias vítimas ou agências, dentre ouros.
A empresa cita um exemplo onde “quatro agências diferentes, trabalhando em casos aparentemente não relacionados, descobrem que seus alvos fazem parte do mesmo grupo organizado”.
“[Isso] permite mapear uma rede criminosa mais ampla e priorizar a interrupção.”
Conforme as criptomoedas se tornarão populares no mundo todo, essas ações em conjunto devem ser cada vez mais comuns.
Em outra postagem, publicada na sexta-feira (9), a TRM Labs apontou que duas empresas do Reino Unido, a Zedcex e a Zedxion, ajudaram o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) a mover mais de US$ 1 bilhão em stablecoins.
A investigação menciona o uso de USDT na rede Tron. Curiosamente, um dia depois, no sábado (10), a Tether congelou US$ 182,3 milhões nesta mesma rede.
O interesse do Irã em usar criptomoedas seria para driblar sanções impostas pelos EUA.
“A escolha do ativo e da rede é reveladora. O USDT na TRON oferece alta liquidez, baixos custos de transação e ampla aceitação entre corretoras, o que o torna bem adequado para liquidações de alto valor sob pressão de sanções”, explicou a TRM.
“Nesse contexto, a Zedcex funcionou menos como a exchange de varejo que afirma ser e mais como um hub de compensação de stablecoins inserido em uma rede de evasão de sanções.”
Finalizando, a empresa aponta que o caso mostra que os futuros alvos de agências não serão indivíduos, mas sim infraestruturas financeiras que permitem evadir sanções.
Comentários