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“Vamos continuar a ajudar a Justiça, o FBI, o Serviço Secreto dos EUA”, diz Tether após operação que bloqueou US$ 52 milhões em criptomoedas

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A emissora da criptomoeda USDT Tether relatou o sucesso de uma ação contra o crime organizado internacional na sexta-feira (11). Antes, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) emitiu um agradecimento formal pela cooperação da Tether no bloqueio de criptomoedas.

Detetives do governo norte-americano confirmaram a retenção do equivalente a US$ 52 milhões durante uma operação veloz executada em um único dia.

Essa ofensiva da esfera governamental focou as energias no desmonte da organização delituosa tratada pela polícia como grupo Xinbi.

As autoridades acusam a entidade com raízes asiáticas de fornecer suporte estrutural para diversas quadrilhas de golpistas em todo o planeta. Com o auxílio prestado pela Tether, os investigadores travaram transações suspeitas oriundas de esquemas focados na lavagem de capitais ilícitos.

Parceria com forças de segurança norte-americanas

O diretor executivo da Tether, Paolo Ardoino, comentou o resultado prático das incursões policiais contra os criminosos procurados pelo Estado.

A esta altura, as organizações criminosas já deveriam ter entendido que o uso de ativos digitais não as coloca acima da lei“, disse.

Ardoino emitiu declarações de gratidão pelo reconhecimento institucional feito pelos procuradores estatais norte-americanos sobre a postura adotada pela corporação corporativa.

A Tether tem demonstrado consistentemente que a infraestrutura de stablecoin pode fornecer às autoridades policiais ferramentas poderosas para identificar, interromper e impedir atividades financeiras ilícitas“, seguiu explicando.

Agradecemos ao Departamento de Justiça dos EUA pelo reconhecimento do papel proativo da Tether no desmantelamento dessa rede criminosa e continuaremos a trabalhar com orgulho com agências em todo o mundo para impedir que criminosos façam mau uso do USDT“, finalizou.

Rastreio de fundos em aplicativo de mensagens

A estrutura criminosa desmantelada utilizava canais da plataforma Telegram para conectar golpistas a vários fornecedores de suporte para infrações financeiras.

Esses serviços ilegais abrigavam a confecção de sites fraudulentos de investimentos e táticas para o recrutamento de pessoas para redes de tráfico.

Inspetores conseguiram rastrear o dinheiro roubado de vítimas americanas até as contas dos fornecedores irregulares hospedados dentro do aplicativo de mensagens.

Durante a ação coordenada de repressão, as corporações de defesa assumiram o controle de duas carteiras de criptomoedas mantidas pelos indivíduos criminosos.

Essas contas bancárias virtuais da organização serviam para recolher os pagamentos das fraudes e acumulavam um total equivalente a US$ 12 milhões. Policiais federais solicitaram o congelamento judicial de outros 47 endereços públicos associados ao vasto esquema de branqueamento de valores sob suspeita.

Histórico de combate aos delitos cibernéticos

A provedora da criptomoeda mais negociada do mundo registra um trajeto extenso de apoio aos setores de investigação criminal espalhados pela terra.

Os administradores da firma enviaram dados para 340 agências de segurança distribuídas em 67 países distintos ao longo de suas operações.

O esforço corporativo conjunto ajudou promotores em mais de dois mil casos de alcance global contra fraudes cometidas na internet.

Mais de mil investigações dessa listagem oficial envolveram a aplicação de ações conjuntas com as polícias estatais sediadas nos Estados Unidos.

Esse volume expressivo de ações estatais resultou no bloqueio superior a US$ 5 bilhões em capitais atrelados a diversas condutas marginais cibernéticas.

Metade desse montante financeiro total acabou paralisada nas redes descentralizadas em cooperação direta com os fiscais de órgãos da nação americana.

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Gustavo Bertolucci

Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

Autor:
Gustavo Bertolucci