Volatilidade do Bitcoin atinge maior alta dos últimos seis anos

Maior desde fevereiro de 2014

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No último mês, o bitcoin apresentou a maior instabilidade dos últimos anos em decorrência do coronavírus. Durante março, o Bitcoin teve 167,24% de volatilidade, o maior valor desde janeiro de 2014.

Além disso, em um período de 60 dias a criptomoeda teve a volatilidade total de 122,95%. Assim, o valor para dois meses também foi o mais alto desde fevereiro de 2014. Os dados foram levantador por um relatório da Blockforce Capital.

Mês passado, os investidores de bitcoin se viram diante de uma assustadora queda, quando em uma semana o ativo chegou a perder 60% de seu valor original. Enquanto que no dia 07 de março a criptomoeda valia 9.204,67 dólares, no dia 12 de março o ativo caiu para 3.867,09 dólares.

Depois destes números o que se seguiu foi uma lenta recuperação de preços, que no momento deixam o Bitcoin relativamente estável na casa dos 7.300 dólares.

Assim como o ouro, a criptomoeda também é considerada um ativo alternativo em tempos de incerteza econômica global.

Porém, seu concorrente não teve uma instabilidade tão grande, embora também tenha tido perdas de 13% durante março. E é claro que, além do Bitcoin, outros ativos digitais do criptomercado também enfrentaram quedas e grande volatilidade durante o mês passado. Agora uma grande incerteza paira sobre o futuro do BTC.

O que esperar para o futuro?

Uma das principais questões diante do ativo digital, sobretudo relacionadas a sua capacidade de superar a crise provocada pelo COVID-19 é se ele, de fato, será um porto seguro.

O que deixou muitos investidores em dúvidas sobre isto é o fato da criptomoeda ter reagido negativamente junto com todo o mercado no mês de março. Porém, apesar deste fato muitos analistas ainda acreditam que a moeda digital é suficientemente forte como ativo alternativo.

Entre eles está Jeff Dorman, cuja opinião leva em conta o fato do Bitcoin ter a capacidade de ser uma barreira contra os riscos de um sistema financeiro.

Para ele, há uma proteção contra fatores como gastos do governo, crises e desvalorização de moedas. Para o especialista, a criptomoeda tem um status de segurança que pode ser medido por décadas em relação a perda de poder de compra das moedas fiduciárias ao longo do tempo.

Outra opinião importante dentro deste contexto é a de Catherine Coley, CEO da Binance U.S. Ela afirma que apesar de também ter sofrido um choque econômico como as moedas tradicionais, o Bitcoin foi capaz de apresentar uma resiliência única, tendo seus valores rapidamente recuperados, em meio a fenômenos como o aumento de Home Office.

Para ela, um mercado digitalmente acessível está cada vez mais próximo de se concretizar.

Por fim, Michael Poutre, sócio-gerente da Terrform Capital, afirmou que o principal fato para a instabilidade sofrida pelo BTC é o fato de que o ativo ainda é jovem.

Porém, acredita que força está aumentando na medida em que a instabilidade econômica mundial segue forte. O analista acredita que a criptomoeda é um grande investimento em sua base de preços atuais. Assim, sua expectativa é de que no futuro esta pode ser a melhor escolha para investidores de todo o mundo.

Jeferson Scholz
Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".
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