Receita Federal destaca monitoramento de criptomoedas no Brasil a embaixador do Japão

Robinson Barreirinhas discutiu cooperação internacional e vigilância sobre ativos digitais em encontro estratégico realizado em Brasília

O secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, recebeu na última quarta-feira (7), em Brasília, o novo embaixador do Japão, Yasushi Noguchi, para uma visita institucional de apresentação.

O encontro serviu para alinhar uma agenda comum em temas aduaneiros e tributários, com foco especial no enfrentamento a ilícitos econômicos e no fortalecimento da segurança comercial entre as duas nações.

Durante a reunião, as autoridades debateram estratégias para enfrentar o contrabando e a lavagem de dinheiro, além de reforçarem a necessidade de diálogo permanente entre os países vizinhos.

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Segundo Barreirinhas, o combate aos delitos transfronteiriços “trata‑se de uma questão que precisa ser enfrentada de forma coordenada na América do Sul, com cooperação internacional e diálogo permanente“.

Além do setor de cigarros, onde o fisco estima que devedores contumazes ocupem 10% do mercado formal, o debate abordou a sanção de novas legislações.

O objetivo do Governo Federal é permitir uma atuação mais efetiva do Estado para retirar de operação empresas que acumulam débitos tributários de forma reiterada e irregular.

Receita Federal aperta cerco contra lavagem de dinheiro com criptoativos

A pauta de combate à lavagem de dinheiro recebeu atenção especial durante a visita, com destaque para a atualização das normas de prestação de informações e trocas de dados financeiros.

A Receita Federal reafirmou o compromisso de monitorar fluxos de capital que buscam ocultar a origem de recursos ilícitos no sistema nacional. Vale lembrar que a receita tem mudado até a prestação de informações por meio da DeCripto, para atender normas internacionais envolvendo criptomoedas.

Neste contexto, o fisco brasileiro confirmou que ampliou os reportes obrigatórios para incluir administradores de fundos de investimento e, principalmente, operações realizadas com criptomoedas. O setor de ativos virtuais (criptoativos) segue sob vigilância rigorosa para garantir a transparência das transações e evitar a evasão fiscal.

Tais medidas buscam o alinhamento total aos padrões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A intenção das autoridades brasileiras é fortalecer a troca internacional de informações tributárias, dificultando a ocultação de patrimônio em jurisdições estrangeiras.

A modernização tecnológica da infraestrutura aduaneira também integrou o debate técnico entre os representantes do Brasil e do Japão. O embaixador Noguchi reconheceu a relevância de promover um ambiente de negócios mais seguro e transparente para os investimentos bilaterais.

A Receita Federal destacou o aumento dos investimentos em inteligência artificial, scanners, aparelhos de raio-x e sistemas avançados de identificação. O uso dessas ferramentas digitais visa aprimorar a detecção de fraudes e agilizar o fluxo de passageiros e mercadorias nos terminais alfandegados.

Por fim, o secretário Barreirinhas manifestou o interesse em aprofundar parcerias com empresas japonesas de tecnologia aplicadas ao controle de cargas. A colaboração mútua pretende elevar a eficiência da fiscalização nas fronteiras brasileiras e consolidar a cooperação institucional iniciada no começo de 2026.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.
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