Os ETFs americanos de Bitcoin registraram entradas de US$ 1,17 bilhão nos dois primeiros dias de negociação de 2026, mas viram saídas de US$ 1,13 bilhão nos três dias seguintes, deixando tudo no zero-a-zero.
O comportamento reflete a indecisão do mercado sobre o que esperar para o Bitcoin neste ano.
Um dos principais debates está ligado ao ciclo de quatro anos. Enquanto alguns defendem que o padrão continua vivo e devemos esperar por mais queda, outros afirmam que ele está quebrado e o rali continuará em breve.
Já um terceiro grupo espera por sinais que possam indicar uma direção mais clara.
ETFs de Bitcoin sangram mais de US$ 1 bilhão e deixam janeiro no neutro
Neste sábado (10), os ETFs americanos de Bitcoin completarão dois anos de existência. No total, esses fundos já acumulam US$ 118 bilhões em BTC e se tornaram um termômetro do sentimento do mercado.
Embora eles tenham começado o ano com dois dias seguidos de grandes entradas, mostrando otimismo, o que se viu nos três dias seguintes foram saídas tão grandes quanto.
Isso mostra a indecisão do mercado enquanto o Bitcoin orbita os US$ 91.500.

Do total de US$ 1,13 bilhão em saídas, US$ 680,3 milhões estão ligados ao FBTC da Fidelity, que diz estar esperando por um “ano de pausa” para o Bitcoin, US$ 171,8 milhões do GBTC da Grayscale e outros US$ 94,6 milhões do IBIT da BlackRock, que chegou a fechar a terça-feira (6) no positivo.
Outras gestoras acompanharam a tendência, a não ser a WBTC da WisdomTree, que viu míseros US$ 1,9 milhão em compras após quase trinta dias sem movimentações.
ETFs de Bitcoin vieram para ficar
A narrativa sobre o Bitcoin foi transformada ao longo dos anos. Antes visto como uma moeda, agora muitos o classificam como um ouro digital devido à sua escassez.
Por conta disso, muitos investidores que querem apenas se expor ao preço estão preferindo ETFs. Isso pode ser visto tanto pelo volume desses fundos quanto pela baixa atividade on-chain.

Por fim, a recente entrada no Morgan Stanley, que solicitou a aprovação de ETFs de Bitcoin, Ethereum e Solana nesta semana, também demonstram o interesse contínuo do mercado tradicional pelas criptomoedas.