A Tether, emissora da stablecoin USDT, congelou cerca de R$ 1 bilhão em USDT de cinco endereços na rede Tron. As informações foram publicadas pelo perfil Whale Alert, que monitora grandes transações on-chain.
Por hora, a empresa ainda não se pronunciou sobre o congelamento. No entanto, tudo indica que se trate do cumprimento de alguma ordem judicial contra um ou mais detentores de sua moeda.
Em seu blog oficial, a notícia mais recente foi publicada na sexta-feira (9). Ela aponta para uma parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) da ONU para reforçar a cibersegurança, educação e proteção de vítimas na África e outras regiões.
Tether congela quase R$ 1 bilhão em USDT e comunidade tenta adivinhar o alvo
Ao contrário do Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas descentralizadas, que não podem ser congeladas, a Tether possui uma função em seus contratos inteligentes que permite bloquear determinados endereços de realizar novas transações de USDT.
Segundo o perfil Whale Alert, cinco endereços entraram para esta lista de bloqueio no último sábado (10). A soma exata é de 182.321.454 USDT (R$ 981 milhões) congelados.
“Um endereço com um saldo de 44.990.109 USDT (44.960.404 USD) acaba de ser congelado”, aponta o perfil, citando outros quatro bloqueios de valores multi-milionários.

Nos comentários, diversos seguidores tentam adivinhar quem seria o alvo da operação.
Como exemplo, um usuário questiona se essas carteiras estão ligadas ao Irã. Outros mencionam a Venezuela, afinal o ditador Nicolás Maduro foi capturado pelos EUA no dia 3 de janeiro e a petroleira estatal PDVSA era conhecida por usar USDT para driblar sanções americanas.
Dados on-chain mostram que os endereços começaram a receber transações em outubro de 2023, há pouco mais de dois anos. Já as transações mais recentes estão datadas de abril de 2025.

Tether anuncia parceria com a ONU
Embora isso possa não ter uma relação direta com o congelamento, a Tether revelou na última sexta-feira (9) uma parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais especificamente com o UNODC, que realiza ações de combate às drogas ilícitas, crime organizado, terrorismo e ocupação.
Como destaque, a Tether menciona que recentemente uma operação da Interpol descobriu US$ 260 milhões em criptomoedas e moeda fiduciária ilícitas no continente africano.
“Apoiar vítimas de tráfico humano e ajudar a prevenir a exploração exige ação coordenada entre setores”, disse Paolo Ardoino, CEO da Tether. “Por meio da nossa colaboração com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, estamos apoiando iniciativas que combinam inovação e educação para capacitar comunidades e ajudar a criar oportunidades mais seguras e inclusivas para quem mais precisa.”
Dentre as iniciativas da parceria estão três projetos em Senegal, Papua-Nova Guiné e na África com a missão de educar jovens sobre cibersegurança, dar apoio financeiro e operacional para organizações que auxiliam vítimas de tráfico humano, bem como falar sobre prevenção de golpes digitais.