Binance retoma cobrança de taxas para algumas ordens em pares no final de janeiro

Corretora atualiza regras promocionais e volta a contabilizar volume de negociação dessas moedas para cálculo de nível VIP a partir do dia 29

A Binance anunciou na quinta-feira (15) uma atualização em sua política de incentivos para o mercado à vista e de margem. Assim, a maior corretora de criptomoedas do mundo decidiu encerrar a isenção total de tarifas para ordens executadas a mercado em pares ligados à stablecoin First Digital USD (FDUSD).

As novas regras entram em vigor a partir da 0h do dia 29 de janeiro de 2026 pelo Tempo Universal Coordenado (UTC). O comunicado oficial informa que a mudança afeta diretamente sete pares de negociação de alto volume na plataforma.

Investidores que atuam como “takers” — aqueles que executam ordens imediatamente e retiram liquidez do livro — passarão a pagar a taxa padrão da plataforma.

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A medida abrange as negociações de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), BNB (BNB), Solana (SOL), XRP (XRP), Dogecoin (DOGE) e Chainlink (LINK) pareadas com o dólar digital FDUSD.

A empresa manteve o benefício de taxa zero apenas para as ordens do tipo “maker”. Desta forma, os usuários que inserem ofertas de compra ou venda no livro de ordens e aguardam execução continuarão isentos de custos nestes pares específicos.

Mudanças no cálculo de volume para clientes VIP é uma notícia positiva da nova política

A atualização traz também uma contrapartida positiva para os grandes negociadores da plataforma.

O volume financeiro transacionado nos pares citados voltará a contar para o cálculo de nível no programa VIP e para os requisitos de Provedores de Liquidez.

O sistema anterior excluía essas operações da somatória de volume justamente por causa da isenção de taxas.

Assim, a retomada da cobrança permite que traders institucionais e de varejo utilizem esses pares para subir de categoria e obter descontos em outras operações.

A corretora realiza revisões periódicas em suas ofertas promocionais para ajustar a competitividade de seus serviços.

O mercado observa que a estratégia de taxa zero costuma servir para atrair liquidez inicial para novos ativos ou pares estratégicos durante períodos determinados.

Momento de mercado e pares afetados

A decisão ocorre em um momento de alta atividade no mercado de criptomoedas, com o Bitcoin cotado acima de US$ 95 mil e o Ethereum superando a barreira de US$ 3,3 mil segundo dados da própria plataforma.

A reintegração desses volumes ao programa de fidelidade pode estimular uma disputa maior por posições nos livros de ofertas.

Os pares FDUSD ganharam relevância como alternativa de liquidez estável dentro do ecossistema da Binance nos últimos anos.

A moeda digital lastreada em dólar serve como par base para a entrada e saída de grandes posições em ativos voláteis sem a necessidade de conversão para moeda fiduciária.

A lista completa de pares que sofrerão a alteração inclui BTC/FDUSD, ETH/FDUSD, BNB/FDUSD, SOL/FDUSD, XRP/FDUSD, DOGE/FDUSD e LINK/FDUSD.

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Bruno Costa
Bruno Costahttps://bruno-costa.com
Bruno Costa ingressou no jornalismo cripto quando o DeFi ainda era um experimento de nicho e, desde então, tornou-se uma das principais vozes brasileiras na cobertura de finanças descentralizadas e ativos digitais. Atualmente atua como Senior Content Manager na Starkware.co, uma empresa de PR e marketing focada em DeFi, NFTs e crescimento de comunidades Web3. Seu trabalho frequentemente explora como as economias de tokens podem impulsionar a inclusão financeira no país, conectando a adoção de blockchain à realidade local. Ele é Certified Bitcoin Professional (CBP), credenciado pelo CryptoCurrency Certification Consortium (C4). Graduado em Jornalismo pela Universidade Europeia, Bruno aprofundou sua expertise com formações como o curso DAO Fundamentals (EDU Trainings) e o Web3 Solidity Bootcamp (Metana). Sua cobertura inclui adoção de DeFi em mercados emergentes, cultura NFT na América Latina e análises de UX em aplicações descentralizadas. Entre suas principais competências estão reportagem investigativa, análise do mercado cripto, construção de narrativa e estratégia de conteúdo. No Brasil, o público o conhece por portais como Cointimes.com.br, onde é colaborador regular, além de suas reportagens investigativas que revelaram golpes no setor DeFi. Uma de suas séries chegou a contribuir para alertas regulatórios e maior fiscalização por parte da CVM. Seu guia sobre stablecoins alcançou mais de 50 mil leitores e foi referenciado por três grupos acadêmicos de pesquisa, enquanto sua consultoria para uma carteira DeFi ajudou a redesenhar o conteúdo de onboarding e atraiu mais de 10 mil novos usuários. Bruno já foi citado pelo Valor Econômico, fez coberturas presenciais na São Paulo NFT Expo e no Rio Blockchain Meetup, e participou de grandes eventos como a SP Tech Week e a Blockchain Conference Brasil, onde discutiu temas sobre regulação do DeFi, UX e inovação. Curioso e criativo, com um forte foco em conectar tecnologia e cultura, ele costuma lembrar colegas e leitores de que “Journalism should empower readers with clarity in a world full of crypto hype and misinformation.” Disclaimer: Todo o conteúdo aqui apresentado diz respeito a temas de criptomoedas, blockchain e Web3 e possui caráter exclusivamente informativo e educacional. Não constitui aconselhamento financeiro, de investimento ou jurídico. As análises refletem a experiência e a pesquisa pessoal do autor. O nome do autor é utilizado como pseudônimo. Sempre faça sua própria pesquisa (DYOR) antes de tomar decisões no ecossistema cripto.

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